
Soluções locais em territórios tradicionais
Neidinha Suruí faz visita em dois quilombos e duas aldeias indígenas na Mata Atlântica, no litoral de SP.

Neidinha Suruí faz visita em dois quilombos e duas aldeias indígenas na Mata Atlântica, no litoral de SP.

Por Yasmin Morais*. Na edição de 2025 do Grammy, Esperanza Spalding sentou à mesa com um cartaz em protesto, com a frase “this living legend

Solidarity Foundation* Por tempo demais, a interação entre financiadores e beneficiários ficou reduzida a pouco mais que uma troca transacional. O dinheiro flui para um

Nos últimos meses de 2024, a Rede Comuá esteve presente em eventos internacionais, participando de macro agendas e incidindo em debates e espaços de tomada de decisão sobre financiamento para soluções locais: a COP29 de Clima, em Baku, no Azerbaijão; o G20 Social, realizado no Rio de Janeiro; e a COP16 da Diversidade Biológica, realizada em Cali, na Colômbia.

No mundo contemporâneo, onde as necessidades sociais são crescentes e os recursos nem sempre chegam às comunidades que mais precisam, surgem iniciativas que resgatam a essência da solidariedade e promovem a participação dos próprios moradores. A filantropia comunitária é uma dessas iniciativas, caracterizada por um senso de responsabilidade compartilhada, em que a comunidade se torna protagonista na busca por soluções para seus próprios desafios. Esse modelo de atuação vai além da caridade, pois envolve um compromisso coletivo de transformar realidades locais e fortalecer o bem-estar de todos os envolvidos. Em vez de depender exclusivamente de grandes doações externas, a filantropia comunitária se fortalece pela participação dos moradores e atores locais, construindo um senso de pertencimento e autonomia, para que a própria comunidade identifique e responda às suas necessidades. Essa abordagem, que remete a práticas ancestrais de apoio mútuo e ajuda coletiva, não apenas incentiva o engajamento e as doações, mas também amplia o impacto das ações voltadas para o bem viver dentro dos territórios.

As fundações apoiam o desenvolvimento de várias formas. O que elas financiam e apoiam é importante. Mas a forma como elas fornecem esse apoio é fundamental para causar impacto. Nos últimos anos, a filantropia vem examinando cada vez mais os seus próprios métodos de doação. A flexibilidade, a agilidade e a tomada de riscos são intrínsecas aos valores da filantropia e vêm se apresentando como uma clara vantagem comparativa. O financiamento flexível, definido como “subsídios ou apoio financeiro concedido sem restrições rígidas ou condições predefinidas quanto a como o dinheiro deve ser gasto”, permite que os beneficiários distribuam recursos de acordo com as suas necessidades em evolução. Os benefícios são claros: um relatório da OCDE revela que os beneficiários que recebem recursos flexíveis se sentiram capacitados a inovar e adaptar suas atividades conforme as necessidades em tempo real (OCDE, 2024).

Study explores the role of Brazilian philanthropy in funding and supporting social movements and the self-financing strategies of these movements Social movements play a fundamental

Movimentos sociais desempenham um papel fundamental na defesa e promoção de direitos, contribuindo significativamente para a construção e consolidação da democracia.

Em um cenário de crescente autocratização e de redução do espaço cívico, os ataques contra sistemas e regimes multilaterais compõem o rol de estratégias que grupos antidemocráticos lançam mão em suas campanhas contra espaços e fóruns democráticos.

Um dos maiores desafios da sociedade civil brasileira é superar a escassez de recursos para apoio e expansão de suas atividades. A falta de recursos está atrelada a uma cultura de doação ainda pouco consolidada, o que, por sua vez, decorre de fatores como: limitações do marco legal e falta de incentivos fiscais para doações; desconhecimento sobre a relevância do trabalho de organizações da sociedade civil; e falta de confiança dos doadores.

