
Fundo Casa Socioambiental recebe doação de Mackenzie Scott pela segunda vez
Em entrevista à Rede Comuá, a diretora-executiva do Fundo Casa Socioambiental destacou a importância dessa doação em um contexto onde a organização completou 20 anos

Em entrevista à Rede Comuá, a diretora-executiva do Fundo Casa Socioambiental destacou a importância dessa doação em um contexto onde a organização completou 20 anos

Entre riscos crescentes e limitações das políticas públicas, a filantropia se apresenta como ferramenta estratégica para fortalecer democracia e resiliência territorial.

Apoio financeiro é essencial para fortalecer as comunidades indígenas na proteção territorial e no enfrentamento aos incêndios florestais na Amazônia

Um dos maiores desafios da sociedade civil brasileira é superar a escassez de recursos para apoio e expansão de suas atividades. A falta de recursos está atrelada a uma cultura de doação ainda pouco consolidada, o que, por sua vez, decorre de fatores como: limitações do marco legal e falta de incentivos fiscais para doações; desconhecimento sobre a relevância do trabalho de organizações da sociedade civil; e falta de confiança dos doadores.

Não é novidade que o Fundo Casa já tenha apoiado projetos das comunidades que contenham componentes de comunicação em suas ações e atividades. Mas é a primeira vez que uma chamada específica temática é totalmente focada para Comunicação Comunitária e Popular com a interface dos direitos humanos em assuntos ambientais. E como é da essência do Fundo Casa, essa chamada é resultado de um rico processo de escuta. Para contar um pouco dessa história, vamos resgatar alguns pontos interessantes.

According to a mapping of independent donor organizations carried out by the Comuá Network in association with the ponteAponte consultancy service, there are currently 31 organizations in Brazil supporting initiatives in the field of socio-environmental justice

Comunidades tradicionais, indígenas, quilombolas, ribeirinhas, de periferias das grandes cidades brasileiras e as minorias políticas de modo geral são os grupos sociais mais afetados pela mudança do clima.

A Rede Comuá, em parceria com a ponteAponte, lançou, no dia 5 de setembro, a publicação “Filantropia que transforma: mapeamento de organizações independentes doadoras para sociedade civil nas áreas de justiça socioambiental e desenvolvimento comunitário no Brasil”.
O evento, online, contou com a participação de 165 pessoas, e teve como convidados Cássio Aoqui, da ponteAponte; Cristina Orpheo, do Fundo Casa Socioambiental; Gelson Henrique, da Iniciativa PIPA; e Ese Emerhi, do Global Fund for Community Foundations. A mediação foi realizada por Graciela Hopstein, diretora executiva da Rede Comuá.

Com o objetivo de debater e apresentar exemplos práticos de filantropia pela justiça socioambiental no contexto da preservação do Cerrado, a Rede Comuá, o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), o Fundo Casa Socioambiental e a Rede Cerrado promovem, no próximo dia 15, o “Diálogo sobre a Importância da Filantropia Comunitária na Conservação do Cerrado e da Cultura dos Seus Povos”, durante o X Encontro e Feira dos Povos do Cerrado, em Brasília.

A comunicação é um direito humano fundamental. O movimento por seu reconhecimento como tal se deu ao longo do século XX, na medida em que o fluxo de informações começou a tornar-se cada vez maior. Organizações internacionais como a Unesco, com o chamado Relatório MacBride (também conhecido como Um mundo e muitas vozes) passaram a reconhecer esse direito, que significa garantir que as pessoas devem poder e ter condições de se expressar livremente, produzir e fazer a informação circular.
Na garantia desse direito, entram questões econômicas, sociais e políticas que impõem a desigualdade também nesse lugar, limitando as condições para todas, todes e todos serem produtores e difusores de informação pela concentração dos meios de comunicação e de recursos econômicos.

