Dinâmicas digitais: uma análise de pistas da Escola de Ativismo para processos de aprendizagem “em linha”

Por Mica Peres
A Escola de Ativismo é um coletivo de pessoas que se constituiu em 2012 buscando o fortalecimento de grupos ativistas, através de processos de aprendizagem em estratégias e técnicas de ações não-violentas e criativas, campanhas, comunicação, mobilização e segurança de informação. Formado por um grupo multidisciplinar de pessoas também ativistas, as ações desenvolvidas pela Escola são direcionadas para a defesa da democracia, dos direitos humanos e da sustentabilidade.
Aproximando a filantropia da cosmovisão indígena

Por Maíra P. Lacerda Krenak & Inimá P. Lacerda Krenak
Para este artigo ouvimos Ailton Krenak[i], importante liderança indígena reconhecida dentro e fora do Brasil, coordenador do Núcleo de Cultura Indígena e conselheiro do Fundo Casa socioambiental, sobre filantropia para povos indígenas. Talvez sua fala possa provocar reflexões para o tema.
What is the donor’s true motivation?

A Brazil-based fund is pursuing an approach to funding Indigenous Peoples which is more attuned to their worldview
‘In Brazil… we still rely on foreign help, much like a charity case, which is subordinating and disrespectful of the integrity of the beneficiary.’ These are the words of Ailton Krenak, an Indigenous leader and coordinator of the Núcleo de Cultura Indígena (Indigenous Culture Centre) and council member of the Casa Socio-Environmental Fund, a fund started by activists to fund grassroots environmental defenders, including Indigenous Peoples.
15 anos fazendo Grantmaking e Filantropia Comunitária

Por Cristina Orpheo – Diretora Executiva do Fundo Casa Socioambiental
Vivemos em um planeta conectado. Aquilo que acontece em nossas comunidades, seja na cidade, no campo ou floresta, pode refletir em todos os territórios e afetar a vida dos seres que aqui habitam.
É direito de todos participarem ativamente das tomadas de decisão que envolvem os seus territórios. Também é direito de todos buscarem meios para se viver bem, de uma forma que respeite o modo tradicional de vida, assim como os ecossistemas ao redor, sempre exercendo a defesa de seus direitos. Na maior parte das vezes, isso não é assim tão simples, mas é o caminho para a construção de uma sociedade justa e de paz. Isso é democracia! Uma sociedade civil fortalecida, atenta e participativa é sinal de uma democracia consolidada. Vivemos no Brasil uma jovem democracia e, portanto, vulnerável em diversos aspectos.
Série de reportagens: 3. Os desafios para comunicar a filantropia comunitária e de justiça social

Por Ana Letícia Silva e Paulo Motoryn
Série de reportagens: Os desafios para comunicar a filantropia comunitária e de justiça social
Esta é uma série de reportagens com quatro textos derivados de uma entrevista coletiva realizada com as comunicadoras e comunicadores das organizações da Rede de Filantropia para a Justiça Social, identificando os principais desafios vivenciados para comunicar a filantropia comunitária e de justiça social a partir da prática d@ cominicador@es.
O Dia de Doar e o Movimento por uma Cultura de Doação

Por Joana Mortari
Membro do Comitê Coord. do Movimento por uma Cultura de Doação e Diretora da Associação Acorde
Em meio à sua formação, em 2011, o Movimento por Uma Cultura de Doação – então um grupo de cinco instigados a fortalecer a doação no Brasil – sentíamos falta de falar com as pessoas ‘lá fora’ e de coletar dados sobre o doar brasileiro. No ano anterior havia acontecido uma pequena campanha na já extinta Feira de ONGs. Ao mesmo tempo, a ABCR fazia contato com a 92nd Y, centro comunitário americano onde nasceu o GivingTuesday. Como grupo, decidimos juntar todos os esforços: um nome da campanha brasileira com a tecnologia e força americanas. Assim surgiu o Dia de Doar, a quinta campanha a se associar no que hoje é uma expressiva rede de mais de 150 países que promovem o GivingTuesday.
Filantropia e Equidade Racial no Brasil

Por Selma Moreira & Fernanda Lopes
A relação entre a população negra e a filantropia é antiga sendo a maior expressão as Irmandades Negras. Criadas durante o período colonial, estas estruturas organizativas possibilitavam aos negros ocupar e definir formas de atuação social, custear despesas para um padrão mínimo de dignidade, funerais, por exemplo. Eram espaços de resistência e solidariedade frente à hostilidade imposta pelo escravismo. Atualmente dos 207,8 milhões que residem no Brasil, 46,5% se declararam pardos, 9,3% pretos e 43,1% brancos.
Philanthropy, yes, but philanthropy for racial equity…?

Despite a large Black population, Brazil has struggled to mount an effective response to racial inequality
Fundo Baobá launched a collection of black dolls with Estrela to educate children about respect and diversity.
The relationship between philanthropy and the black population is long-standing, the best expression of it being the Black Sisterhoods. Dating back to the colonial era, these institutions allowed blacks to assume and define forms of social engagement, and to pay expenses with some dignity for things such as funerals. They represented resistance and solidarity against the hostility of the colonial mentality. Today, out of the 207.8 million people in Brazil, 55.8 per cent describe themselves as brown, 9.3 per cent as black, and 43.1 per cent as white. Black and brown people form the Afro-Brazilian group or black population. However, despite these figures and the efforts of institutions like the Black Sisterhoods, philanthropy in Brazil has been slow to take up the cause of promoting racial equity.
Filantropia, investimento social e colaboração: a importância da criação de novas arquiteturas de atuação na busca por mais recursos e mais transformação

Por Erika Saez, assessora do GIFE, membro do comitê coordenador do Movimento por uma Cultura de Doação, pesquisadora e autora do livro Filantropia Colaborativa e Graziela Santiago, coordenadora de conhecimento do GIFE
Nas últimas décadas o ecossistema da filantropia e do investimento social privado no Brasil evoluiu, ampliou-se e desenvolveu-se. Avançamos na criação e adoção de práticas e capacidades. O campo expandiu-se e diversificou-se, incorporando mais e novos atores de perfis variados.
Série de reportagens: 4. Os desafios para comunicar a filantropia comunitária de justiça social

Por Ana Letícia Silva e Paulo Motoryn
Série de reportagens: Os desafios para comunicar a filantropia comunitária de justiça social
Esta é uma série de reportagens com 4 textos derivados de uma entrevista coletiva realizada com as comunicadoras e comunicadores das organizações da Rede de Filantropia para a Justiça Social, identificando os principais desafios vivenciados para comunicar a filantropia comunitária e de justiça social a partir da prática d@ cominicador@es.