Seja muito bem-vinda/e/o à Rede Comuá!

Covid-19 is a social justice issue: How one Brazilian community foundation is responding

On 18th March, our government mandated the closure of public schools, non-profit organizations and other public services that provide essential services to the most vulnerable families in the region of Greater Florianópolis, Brazil. Vulnerable children in particular relied on the food that was given to them at school, or by local non-profits. At the same time, informal workers started to lose their income as they were forced into a period of isolation. It was a wave of losses that clearly showed how unequal our region is. Vulnerable people quickly started to feel fear: not only fear of the virus Covid-19, but also fear of hunger, fear of not having access to clean water, fears around not having income, etc. On the very same day, 18th March, community-based partners of ICOM – Instituto Comunitário Grande Florianópolis started mobilizing their communities and launching fundraising campaigns to ensure that food would reach the most in need.

Edital do Fundo Baobá selecionou 350 projetos em todo o Brasil

Edital do Fundo Baobá selecionou 350 projetos em todo o Brasil para apoiar ações de combate à contaminação pelo coronavírus

Milhares de famílias foram beneficiadas direta e indiretamente pelo edital do Fundo Baobá para viabilizar ações preventivas de combate ao coronavírus nas comunidades vulneráveis. Durante os 12 dias em que permaneceu aberto, foram recebidas 1037 solicitações de apoio. Nas três listas divulgadas, o Baobá selecionou ao todo 350 projetos – sendo 215 de indivíduos e 135 de organizações.

Redes da Maré torna-se membro da Rede de Filantropia para a Justiça Social

A Rede de Filantropia para a Justiça Social incluiu no mês de junho uma nova organização membro, a Redes da Maré, uma instituição com uma relevante trajetória de atuação nas 16 favelas que integram a comunidade da Maré, no Rio de Janeiro, que atua no desenvolvimento de ações, pesquisas e reflexões nas áreas de desenvolvimento territorial, educação, direito à segurança pública e acesso à justiça, arte e cultura e identidades e memórias.

Sobram recursos, falta sociedade civil?

O recorde de doações que temos presenciado no Brasil é, sem dúvida, digno de celebração. Afinal, a casa dos 6 bi de reais, conforme o Monitor das Doações* da ABCR, é uma marca histórica. Na esteira dela temos nos deparado com narrativas que tentam nos convencer que o(a) brasileiro(a) é solidário, que faz doações regulares, que essas doações estão alterando ponteiros na nossa estrutura social e que essa onda perdurará no pós-pandemia. Será?

O que, no entanto, tem faltado neste debate passa, a meu ver, por duas questões centrais: de onde vêm esses recursos e para onde eles vão?

Panorama da resposta das organizações membro da RFJS no contexto da pandemia

Panorama da resposta das organizações membro da Rede de Filantropia para a Justiça Social no contexto da pandemia: recursos doados à sociedade civil

As 12 organizações que integram a Rede de Filantropia para a Justiça Social são fundos de justiça social, fundos comunitários e fundações comunitárias, organizações doadoras, que apoiam a sociedade civil no Brasil (OSCs, ONGs, movimentos, grupos, coletivos, redes, lideranças, defensores/as de direitos etc.). Doam para iniciativas no campo dos direitos humanos, da justiça social e do desenvolvimento comunitário e foram criadas ao longo dos anos 2000 perante a redução de recursos da filantropia e da cooperação internacional para dar resposta ao vácuo do financiamento gerado no âmbito da sociedade civil, consequência desse processo de retirada.

Doação e empatia em situações de emergência

Vivemos um momento de emergência sem precedentes nas últimas décadas. A nossa arrogância humana de quem tudo sabe está diretamente ligada a um modelo socioeconômico equivocado. Esta sociedade se viu emparedada e encurralada (literalmente) por um vírus. O mundo de repente se viu cercado por uma ameaça, para muitos inesperada, de risco à vida. Infelizmente, em situações de calamidade, as pessoas mais vulneráveis sempre são as mais atingidas, justamente aquelas que sempre tiveram os seus diretos negados, que nunca  fizeram parte dos benefícios oferecidos aos privilegiados.

O impacto da pandemia nas organizações sociais brasileiras: como enfrentar a situação de crise no cenário presente e futuro?

Por Mica Peres*

No mês de agosto, a Mobiliza juntamente com a Reos Partners e parceiros estratégicos do setor filantrópico lançaram o relatório completo do estudo “Impacto da COVID-19 nas OSCs brasileiras: da resposta imediata à resiliência”. 

O estudo buscou compreender qual o impacto da COVID-19 nas organizações da sociedade civil brasileiras e de que forma o setor planejou o desenvolvimento de ações e se preparou (ou está se preparando) para enfrentar o cenário pós-crise. Para isso, foi elaborado um questionário destinado às organizações da sociedade civil, a partir do qual  foram recebidas 1760 respostas válidas, sendo 34% da área de assistência social, 21% que não possuem previsão orçamentária anual e 21% que possuem previsão orçamentária anual de até R$100 mil. Foram computadas respostas de todas as regiões brasileiras.

Porteiras: empatia e filantropia comunitária na Baixada Maranhense

Por Diane Pereira Sousa*

O relógio é o céu. Às cinco da manhã Betinha inicia sua jornada. Um café no bule espraia o primeiro perfume do dia. Corpos ainda dormem naquele pequeno tijupá. No quintal, os galos começam a cantar: é um novo relógio aparecendo, o tempo neste pedaço de terra não é imperativo, ele fala baixo, é tranquilo e sucinto, como o caminhar do baixadeiro. Betinha é o próprio tempo. Ela nunca está só no caminho até a roça, companheiras de jornada se juntam à caminhada. Há cantos e causos variados, trocas de saberes, existe uma rede invisível cooperando; já existe nome para o que elas fazem, mas naquele pedaço de terra toda classificação não se sustenta, sempre faltará alguma palavra. Da ciência pouco, da sapiência tudo.

Série de reportagens: 1. Os desafios para comunicar a filantropia comunitária e de justiça social

Por Ana Letícia Silva e Paulo Motoryn

Esta é uma série de reportagens com quatro textos derivados de uma entrevista coletiva realizada com as comunicadoras e comunicadores das organizações da Rede de Filantropia para a Justiça Social – RFJS, identificando os principais desafios vivenciados para comunicar a filantropia comunitária e de justiça social a partir da prática d@s cominicador@s.

Série de reportagens: 2. Os desafios para comunicar a filantropia comunitária de justiça social

Por Ana Letícia Silva e Paulo Motoryn

Série de reportagens: Os desafios para comunicar a filantropia comunitária e de justiça social

Esta é uma série de reportagens com quatro textos derivados de uma entrevista coletiva realizada com as comunicadoras e comunicadores das organizações da Rede de Filantropia para a Justiça Social, identificando os principais desafios vivenciados para comunicar a filantropia comunitária e de justiça social a partir da prática d@ cominicador@es.