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Fundo LGBTQIA+: Quando apoio e suporte são atos políticos de (re)existência pela diversidade da vida

Autoria: Elida Miranda, Emilly Mel e Harley Henriques

Iniciamos esse texto dizendo que afirmar o direito à vida é necessário, que iniciativas de apoio e suporte às existências também, iniciativas que saiam do papel e vão para além de um discurso. Num país marcado pela desigualdade e preconceito, quais são as pessoas que podem viver o direito à vida de forma plena e integral? Quando se é LGBTQIA+ no Brasil a chance de você ser morto ou morrer por suicídio são maiores do que para a população em geral, apenas simplesmente por você ser quem você é ou expressar sua sexualidade. Isso é resultado da necropolítica sobre os corpos LGBTQIA+, materializada através da LGBTIQfobia, que seleciona quem pode viver, mas, da mesma forma, quem deve e pode morrer.

A Rede encerra o ano de 2021 com muitos avanços e caminha rumo aos 10 anos de existência

O ano de 2021 foi muito significativo para a Rede de Filantropia para a Justiça Social (RFJS) em termos de aprendizado coletivo junto aos Fundos integrantes e também de construção de estratégias programáticas, de parcerias e no campo da produção de conhecimento no sentido de promover a sua missão de fortalecer e ampliar o campo da filantropia comunitária e de justiça social.

A Rede deu grandes passos no desenvolvimento de estratégias coletivas de advocacy (incidência) para posicionar a agenda da filantropia comunitária e de justiça social no ecossistema filantrópico brasileiro.

Para a equipe da RFJS, o ano de 2021 foi marcado pelo crescimento da Rede, consolidação de novas parcerias e desenvolvimento de diferentes programas, o que aponta para uma atuação ainda mais potente em 2022.

Rede doa R$ 1 milhão em apoio a projetos desenvolvidos pelas organizações membros

Iniciativas contribuem para o desenvolvimento de ações coletivas com capacidade de fortalecer a cultura de doação, ações de grantmaking e de proteção e segurança

No fim de 2021, a Rede de Filantropia para Justiça Social (RFJS) abriu mais uma vez a possibilidade de apoio a projetos apresentados e desenvolvidos pelos Fundos membros em duas linhas de atuação: (1) desenvolvimento de estratégias, ações e produtos para o fortalecimento do programa de incidência da RFJS; (2) desenvolvimento de ações e produtos na área de proteção e segurança (digital, jurídica, autocuidado etc).

A destinação direta para OSC como fomento da cultura de doação

Autoria Cristiane Ramos

Se por um lado a crise pandêmica da COVID-19 contribuiu para agravar ainda mais os problemas sociais existentes, escancarando as desigualdades brasileiras, por outro se viu uma sociedade solidária, que se mobilizou de forma desenfreada para ajudar a combater a crise e colaborar com seus concidadãos. O Monitor de Doações COVID-19, estruturado pela Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR) com o apoio do Movimento por uma Cultura de Doação, ultrapassou a marca de R$ 7 bilhões doados. Nesse contexto, é relevante ressaltar três pontos:

Procomum se junta à Rede de Filantropia para a Justiça Social

Por Camila Guedes

Prestes a completar 10 anos de atuação, a Rede tem mais um motivo para celebrar: a inclusão de um novo membro, o Instituto Procomum. A instituição, que possui mais de 5 (cinco) anos de atuação, trabalha para fortalecer pessoas e organizações, articular comunidades e tecer redes promovendo, por meio da colaboração, a transição para um mundo comum entre os diferentes. As atividades do Procomum ocorrem a partir da Baixada Santista (SP), onde fica localizada a sua sede e os demais Labs.

Filantropia para a justiça social na defesa dos direitos de pessoas trans

Por Mica Peres

Segundo o dossiê Assassinato e violências contra travestis e transsexuais brasileiras em 2021, lançado hoje, dia 29 de janeiro de 2022, pela Associação Nacional de Travestis e Transsexuais (ANTRA), pelo menos 140 pessoas trans foram assassinadas no Brasil no ano de 2021. Esse número está acima da média dos últimos 13 anos que é de 123,8 assassinatos por ano, desde 2008.

Rede de Filantropia completa 10 anos

Em 2022, a Rede de Filantropia para a Justiça Social (RFJS) completa dez anos de atuação e prevê a realização de uma série de atividades comemorativas ao longo do ano.

A RFJS promoverá um conjunto de atividades – eventos, campanhas, debates, etc – sobre a temática de filantropia comunitária e de justiça social e realizará um mapeamento de fundos temáticos e comunitários independentes no Brasil que doam para a sociedade civil através de estratégias diversificadas de grantmaking , com intenção de contar com um diagnóstico desse ecossistema e possivelmente ampliar a quantidade de organizações membros.

Coordenadora executiva da Rede participa de episódio do podcast Aqui se faz, AQUI SE DOA!, do MOL

Por Camila Guedes

Nesta terça-feira, 01 de fevereiro, foi lançado o 53º episódio do podcast Aqui se faz, AQUI SE DOA! do Instituto MOL. Dando início a comemoração do Dia Mundial da Justiça Social, celebrado em 20 de fevereiro, o programa abordou o tema no contexto brasileiro e contou com a participação de Graciela Hopstein, coordenadora-executiva da Rede. A data foi instaurada pela Organização das Nações Unidas (ONU) no ano de 2015 e visa a reflexão e lembrança sobre a temática.

Produção de conhecimento, pandemia e os rumos da filantropia brasileira

Por Erika Sanchez Saez

Estaremos anos, quem sabe séculos, estudando e analisando o que nós, como humanidade, estamos vivendo desde o início de 2020.

Há quem diga que a pandemia marca a transição e o verdadeiro início do século XXI, assim como a 1ª guerra mundial estabeleceu e materializou o que significava estar no século XX. Há análises otimistas que enxergam esse período como uma possibilidade de transição para realizar as mudanças que tanto precisamos. Há também as pessimistas, que apontam essa como a primeira de muitas pandemias que virão e o agravamento de todos os nossos desafios comuns a partir dela, começando pelo aprofundamento das desigualdades em âmbito global e de forma assustadora no contexto brasileiro.

Covid-19 é uma questão de justiça social: a resposta de uma fundação comunitária brasileira

Em 18 de março, nosso governo determinou o fechamento de escolas públicas, organizações sem fins lucrativos e outros serviços públicos que prestam serviços essenciais às famílias mais vulneráveis ​​da região da Grande Florianópolis, Brasil.  As crianças em vulnerabilidade social, em particular, dependiam da comida que lhes era oferecida na escola ou de organizações sem fins lucrativos locais.  Ao mesmo tempo, os trabalhadores informais começaram a perder sua renda em função de isolamento social.  Foi uma onda de perdas que evidenciou ainda mais claramente o quão desigual é a nossa região. Pessoas em situação de vulnerabilidade social ​​rapidamente começaram a sentir medo: não apenas do vírus Covid-19, mas também o medo da fome, o medo de não ter acesso à água potável, o medo de não ter renda etc. No mesmo dia, 18 de março, organizações de base comunitária, parceiras do ICOM – Instituto Comunitário Grande Florianópolis começaram a mobilizar suas comunidades e a lançar campanhas de arrecadação de fundos para garantir que os alimentos chegassem aos mais necessitados.