Inovação Social em tempos de soluções de mercado

Por Fábio Deboni
Inovação Social está em alta. Fala-se tanto do assunto, mas será que estamos falando sobre a mesma coisa? Afinal, de qual inovação social estamos falando? Este é o ponto de partida do meu quinto livro: Inovação Social em tempos de soluções de mercado.
Os tempos em que estamos são complexos. De um lado, a pandemia e as crises política e econômica atuais escancararam problemas socioambientais em nosso país, mostrando que, a despeito da relevância do setor privado neste tabuleiro, sociedade civil e Estado seguem sendo atores fundamentais neste jogo.
Apoio às comunidades quilombolas: Criando pontes para o bem viver

Por Attilio Zolin
Os povos quilombolas do Brasil possuem uma grande relação com a natureza ao redor de seus territórios e passam de geração em geração seus conhecimentos tradicionais e ancestrais, que envolvem uma rica e diversa cultura. Segundo dados do IBGE e da Coordenação Nacional de Articulação de Quilombos (CONAQ) estima-se que existam no Brasil cerca de 6 mil localidades quilombolas. Dentre estas comunidades, apenas 5% estão em territórios oficialmente reconhecidos e demarcados. Estas comunidades sofrem com as consequências do racismo estrutural, invisibilidade e ameaças aos seus territórios. Recentemente, as dificuldades se multiplicaram após os impactos causados pela pandemia de covid-19, com a falta de acesso aos serviços públicos de saúde, dificuldades econômicas e, consequentemente, a insegurança alimentar.
#PhilanthropyForClimate: Um espaço global para todo tipo de filantropia atuar na agenda climática

Por Alice Vogas
A filantropia global vem se questionando amplamente sobre qual é e qual poderia ser a sua contribuição para endereçar a emergência climática. A partir do estudo lançado pela ClimateWorks Foundation em 2021, se consolidou na Europa e nos Estados Unidos um forte chamado à ação nesse sentido: Apenas 2% dos recursos da filantropia global são direcionados para financiar projetos de mitigação à mudança do clima.
Comunicando a filantropia de justiça social: desafios, soluções e oportunidades

Por Camila Guedes
Sem dúvidas, a comunicação é uma ferramenta fundamental para ampliar e fortalecer o impacto do trabalho desenvolvido no campo da filantropia comunitária e de justiça social em prol da defesa de direitos. No cotidiano do comunicar, através do olhar dos comunicador@s das organizações membro da Rede de Filantropia para a Justiça Social (RFJS), se destacam diferentes desafios, soluções e oportunidades.
RFJS e GIFE avançam no projeto de fortalecimento da filantropia comunitária junto ao ISP

Por Mônica C. Ribeiro
Em junho, diversos atores da sociedade, do campo da filantropia e do Investimento Social Privado (ISP) se reuniram para refletir sobre como é possível fortalecer práticas de filantropia comunitária no contexto dos programas e projetos relacionados ao campo social promovidos por fundações, institutos e empresas brasileiras.
A iniciativa, fruto de uma parceria entre a Rede de Filantropia para a Justiça Social (RFJS) e o Grupo de Institutos Fundações e Empresas (GIFE), busca refletir sobre o contexto da filantropia comunitária no país e tecer um diagnóstico sobre os desafios enfrentados pelas organizações que atuam no campo do ISP em relação a essa agenda, com vistas a contribuir para dar visibilidade e impulsioná-la.
RFJS avançou em parcerias, produção de conhecimento e estratégias coletivas para incidência em 2021

Por Mônica Ribeiro
Já está disponível no site institucional o Relatório Executivo 2021 da Rede de Filantropia para a Justiça Social (RFJS).
O ano foi muito significativo em termos de aprendizado coletivo junto às organizações membro e de construção de estratégias programáticas, de parcerias e no campo da produção de conhecimento no sentido de promover a sua missão de fortalecer e ampliar o campo da filantropia comunitária e de justiça social.
O dinheiro compra mesmo tudo? Conceituação de recursos no novo sistema

Por Tara Rao
Este artigo é parte de uma série de artigos sobre a questão de conceituação de recursos na sociedade civil e por que ela precisa ser repensada – especificamente em termos de uma maior valorização dos bens “intangíveis” da sociedade civil. Veja algumas outras publicações relacionadas: Rethinking civil society resourcing e Moving from the old to the new: Why it’s time to rethink civil society resourcing.
Quando pensamos em capital ou recursos (vou usar esses termos de forma intercambiável), pensamos automaticamente em dinheiro, finanças, disponibilidade de caixa, recursos monetários. Sim, sem dúvida esse é um tipo de recurso. Mas será ele o único tipo de recurso capaz de viabilizar as coisas – levar água potável a uma comunidade, montar uma rede de postos de saúde, instalar um sistema de gestão de resíduos em um bairro urbano?
Can money buy everything? Resourcing in the new system

This piece is part of a series of articles exploring the topic of civil society resourcing, and why this needs to be rethought – particularly in terms of placing more value on civil society’s “intangible” assets. See other posts: Rethinking civil society resourcing and Moving from the old to the new: Why it’s time to rethink civil society resourcing.
When we think capital or resources (I will use those terms inter-changeably) we often tend to automatically think money, finances, cash, funds. Yes, of course it is one kind of resource. But is it the only kind that makes things happen – to bring drinking water to a community, establish a network of health care posts, put together an urban neighbourhood’s waste management system?
Trust at the core of philanthropy: Mackenzie Scott’s donation acknowledges the work done by the funds of the Brazilian Philanthropy Network for Social Justice

Mackenzie Scott’s donation acknowledges the work done by the funds of the Brazilian Philanthropy Network for Social Justice
Por Mônica C. Ribeiro
In this third article[1] written in honor of the 10th anniversary of the Brazilian Philanthropy Network for Social Justice (RFJS), we will discuss the US$ 3.86 billion donation made by the U.S. philanthropist Mackenzie Scott to 465 civil society organizations in several countries worldwide. Among those entities, 15 Brazilian organizations were selected, five of which are members of the Brazilian Network –Brazil Human Rights Fund, Baobá Fund, Casa Socio-Environmental Fund, Elas Social Investment Fund and Redes da Maré.
Confiança no centro da filantropia: doação de Mackenzie Scott reconhece trabalho dos fundos da RFJS

Por Mônica C. Ribeiro
Nesta terceira matéria sobre os 10 anos da Rede de Filantropia para a Justiça Social (RFJS), vamos abordar a doação feita pela filantropa norte-americana Mackenzie Scott, no valor de U$ 3,86 bilhões para 465 organizações sociais em diversos países do mundo. Destas, 15 organizações brasileiras foram selecionadas para receber doações, e dentre elas cinco são integrantes da RFJS – Fundo Brasil, Fundo Baobá, Fundo Casa Socioambiental, Fundo Elas+ e Redes da Maré.
Ao divulgar a doação e as organizações selecionadas, Mackenzie Scott descreveu em seu blog: “Quando nossa equipe de doadores se concentra em qualquer sistema em que as pessoas estão lutando, não assumimos que nós, ou qualquer outro grupo, possamos saber como corrigi-lo. Não defendemos políticas ou reformas específicas. Em vez disso, buscamos um portfólio de organizações que apoie a capacidade de todas as pessoas participarem das soluções. Isso significa um foco nas necessidades daqueles cujas vozes foram sub-representadas.”