Seja muito bem-vinda/e/o à Rede Comuá!

Between the challenges and hope, philanthropies (in plural) that resist

Doing advocacy work in the field of philanthropy is not an easy task. The reproduction of colonial structures, racism, misogyny, LGBTIphobia and other diverse forms of violence make philanthropy an environment that can still be very exclusionary, especially for minoritized groups. However, Comuá Network’s 10th Anniversary Seminar “Philanthropy, Social Justice, Civil Society and Democracy”, held on the 20th and 21st of September in São Paulo, was an important reminder to all those present that philanthropy can also be a space for resistance, fight, collaboration and, especially, hope .

Percepções sobre Filantropia

Por Mariana de Assis

Filantropia, Justiça Social, Filantropia Decolonial, Direitos Humanos, Democracia. O Seminário de 10 anos da Rede de Filantropia para Justiça Social – agora intitulada como Rede Comuá – nos mergulhou nessas temáticas e, em dois dias, reuniu em um único ambiente as referências do sistema filantrópico nacional e internacional. Eu estava lá.

Engraçado observar que quando iniciei minha atuação profissional no campo social há anos atrás, a noção de filantropia era assistencialista, de caridade. A evolução nas conversas, e os momentos políticos culturais, provocam bem-vindos questionamentos e reflexões sobre a ressignificação do conceito.

Perceptions on philanthropy

Philanthropy, Social Justice, Decolonial Philanthropy, Human Rights, Democracy…

The 10th Anniversary Seminar of the Brazilian Philanthropy Network for Social Justice – now Comuá Network – immersed us in these themes and, in two days, brought together in a single environment the references of the national and international philanthropic system. I was there.

It’s funny to observe that when I started my professional career in the social field years ago, the notion of philanthropy was linked to assistentialism, charity. The evolution in conversations, and the cultural political moments, provoke questions and reflections on the re-signification of the concept that are welcome.

A descolonização da filantropia está avançando?

A mentalidade colonialista contaminou as práticas de filantropia no Brasil, mas existem formas transformadoras de superá-la

Por Allyne Andrade e Silva e Graciela Hopstein

Tradicionalmente, a filantropia se estruturou em torno de uma lógica colonialista extrativista. Colonialidade do poder é um termo cunhado por Anibal Quijano para caracterizar o padrão típico de dominação global no sistema capitalista moderno, cuja origem remete ao colonialismo europeu do início do século XVI. Durante todo o processo colonial, a Europa colocou-se como ponto central de civilização, mais avançado no processo de desenvolvimento, não só da política e da economia, mas também da própria humanidade.

O metaverso da Filantropia: construindo realidades transformativas a partir de justiça social

Por Marcelle Decothé

Você já deve ter ouvido falar ou lido algo sobre o fenômeno tecnológico do momento: a existência do que chamamos de Metaverso. Isso, nada mais é do que a terminologia utilizada para indicar um tipo de mundo virtual que tenta replicar a realidade através de dispositivos digitais. Uma realidade moldada e controlada por um programador, que opera através de ferramentas outras possibilidades de mundos e sentidos distintos de bem-viver.

The metaverse of philanthropy: Building transformative realities from social justice

You must have heard or read something about the technological phenomenon of the moment: the Metaverse. It is nothing more than the terminology used to indicate a type of virtual world that tries to replicate reality through digital devices. A reality shaped and controlled by a programmer, who operates through tools other possibilities of different worlds and senses of well-being.

Past September, in the city of São Paulo, Brazil, the Brazilian Philanthropy Network for Social Justice – now Comuá Network, organised an international seminar that shed light on relational debates between democracy, community philanthropy, social justice and human rights, by black people, cis and trans women, by social organisations and community funds that operate significant transformations in communities. It is up to us to emphasise that in that week, our own metaverse of Social Philanthropy was created, where the reality shaped through our theory of change has at its center diversity, territory and a unbureaucratic way of doing things.

Construindo espaços horizontais para se compartilhar saberes

Por Diane Pereira Sousa

O título deste texto é a primeira definição da Rede Comuá sob o meu olhar. Os caminhos para escolher se definir como rede são muitos, mas eu ficarei com aquele que conecta e amplia. Esse texto que segue em linha horizontal pretende conversar com você sobre como se constrói saberes a partir de uma filantropia comunitária decolonial. Não estamos desenhando receitas, na verdade o que pretendemos é construir espaços com possibilidades.

São muitas as formas de se fazer filantropia, são poucas as pessoas que reconhecem isso. Eis aqui nossa primeira fronteira. Quando me refiro a pessoas, estou reconhecendo a existência de um sistema, modo, qualificação objetiva sobre o que significa filantropia para quem a reconhece e não exatamente para quem a faz.

Building horizontal spaces to share knowledge

The title of this text is the first definition of the Comuá Network in my view. There are many ways to choose whether to define yourself as a network, but I will stick with the one that connects and extends. This text, that follows a horizontal line, intends to talk to you about how knowledge is constructed from a decolonial community philanthropy. We are not designing recipes, in fact what we aim is to build spaces with possibilities.

There are many ways to do philanthropy, and few people recognise this. Here is our first frontier. When I refer to people, I am acknowledging the existence of a system, an approach, an objective qualification about what philanthropy means for those who recognise it and not exactly for those who do it.

Indígenas Guajajara protagonizam ações de gestão ambiental e territorial no Maranhão

Por Andreza Andrade

Pautadas na sensibilidade, solidariedade e empatia, mulheres indígenas Guajajara da Terra Indígena Caru, localizada no oeste do Estado do Maranhão, protagonizam ações de gestão ambiental e territorial das suas terras ancestrais. Essas mulheres formam o coletivo Guerreiras da Floresta, que desde 2014, apoia e promove ações de proteção territorial junto com os Guardiões da Floresta, na defesa dos territórios e das culturas indígenas.