A filantropia de justiça social na COP 27

A COP 27 (Conferência da ONU pelo Clima) mobilizou fundos da Rede Comuá, que estiveram no Egito, local de realização do encontro, promovendo conexões, participando de debates e network em torno da justiça socioambiental e do combate ao racismo climático.
A Conferência aconteceu em novembro, de 6 a 18 de novembro, e contou com ampla participação da sociedade civil brasileira, em especial por meio do Brazil Climate Action Hub, pavilhão presente nas COPs de clima desde 2019 criado pelo iCS (Instituto Clima e Sociedade), juntamente com o IPAM (Instituto de Pesquisas Ambiental da Amazônia) e o Instituto ClimaInfo.
Eleições no Brasil: qual a relação entre filantropia e democracia?

Por Graciela Hopstein
Estamos a apenas alguns dias do segundo turno das eleições brasileiras (marcado para 30 de outubro), que elegerão um novo presidente para os próximos quatro anos. Na opinião de vários analistas, é possível que este seja o momento mais desafiador dos últimos tempos, ou até mesmo da história do Brasil. É importante salientar que o voto no Brasil é obrigatório, então os brasileiros irão às urnas para escolher entre a reeleição de um candidato de extrema direita, Jair Bolsonaro, e um ex-presidente, candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), Luiz Inácio Lula da Silva, que governou o país por dois mandatos consecutivos, entre 2003 e 2010.
Elections in Brazil: what is the relationship between philanthropy and democracy?

We are just days away from the second round of elections in Brazil (on 30 October) that will choose a new president for the next four years. In the view of several analysts, these are perhaps the most challenging in recent times, or maybe in the Brazilian history. It is important to highlight that voting is mandatory, therefore, Brazilians will go to the polls to choose between the re-election of a far-right candidate, Jair Bolsonaro, and a former president, candidate of the Workers’ Party (PT), Luiz Inácio Lula da Silva, who ruled the country for two consecutive terms, between the years 2003 and 2010.
Jornada da Filantropia em um mundo imerso na emergência climática

Por Semíramis Biasoli
Vivemos afinal na era da globalização, em que “cada parte do mundo faz, mais e mais, parte do mundo e o mundo, como um todo, está cada vez mais presente em cada uma das partes. Isto se verifica não apenas para as nações ou povos, mas para os indivíduos” (MORIN, 2003:67).
Atravessando o oceano Atlântico, a imagem da Terra em 3D acessada em tempo real, durante as 11h de vôo, estimula a percepção das conexões entre nós, 8 bilhões de humanos e cada pedaço de nosso pequeno e belo planeta, habitat que compartilhamos com milhões de outras espécies de seres vivos.
No time to waste: Youth is in a hurry and so is the planet

By Regilon Matos – Casa Socio-Environmental Fund
Youth no longer want to be just a token of inclusion; they want to have a voice and a place in conferences that discuss the future of the Planet and the Climate Emergency.
Because of the current economic, social and environmental situation, it is important that the already awakened young become ever more vigilant and determined to take their place where decisions are being made, to enter into the political arena and the halls of civil society, becoming multiplying agents who will positively influence other leaders with their enhanced vision of present day actions and their determination to insure a better future for all.
Não há tempo a perder: A juventude tem pressa e o planeta também

Por Regilon Matos
A juventude não quer mais ser apenas um token de inclusão, ela quer ter voz e lugar nas conferências que discutem o futuro do Planeta e a Emergência Climática.
Diante da atual situação econômica, social e ambiental em nosso país e no mundo, é importante que a juventude já desperta, se tornem cada vez mais vigilante e determinada a ocupar seu lugar onde as decisões são tomadas, entrar na arena política e nos espaços da sociedade civil, para um debate transversal com diplomatas, CEOS, presidentes, ativistas e coordenadores do terceiro setor. Dessa forma tornando-se agentes multiplicadores que influenciarão positivamente outros líderes com sua visão aprimorada das ações atuais e sua determinação em garantir um futuro melhor para todos.
Mulheres Negras e os Desafios do Ativismo na Pandemia

O Seminário Filantropia, Justiça Social, Sociedade Civil e Democracia, da Rede Comuá, evidenciou o papel central que mulheres negras devem exercer nos debates sobre descolonização e reconceituação do campo da filantropia no Brasil.
Por Andreia Simplicio
A lógica da colonização e da hierarquização dos corpos criou ferramentas de disparidade racial que são baseadas na colonialidade e se mantém através da dinâmica de poder nas relações sociais. Estas subsidiam o comportamento e o imaginário social que alimentam e reproduzem violências raciais no cotidiano. A lógica de subalternização impacta também naquilo que compete à estrutura das organizações de base e no formato em que se incluem no ecossistema filantrópico, cultura de doação e cenário político.
Do Brasil até a África, o potencial transformador da filantropia comunitária e de justiça social

Entre os dias 05 e 10 de Novembro, a Rede Comuá marcou presença em Entebbe, Uganda, para participar do encontro de organizações parceiras do Global Fund for Community Foundations, bem como da conferência da African Philanthropy Network
Por Jonathas Azevedo
Depois de três aviões, duas conexões e mais de 20 horas de viagem, cheguei a Entebbe, Uganda, com a missão de representar a Rede Comuá em duas atividades: o encontro de parceiros do ,Global Fund for Community Foundations (GFCF), a única organização focada exclusivamente no crescimento da filantropia comunitária globalmente como um pilar central do desenvolvimento liderado por pessoas, e na conferência da ,African Philanthropy Network (antigamente conhecida como African Grantmakers’ Network), a primeira após o início da pandemia de COVID-19, cujo tema este ano foi “Impulsionando Mudanças”, em tradução livre (Driving Change, em inglês). Ambas são também organizações parceiras no ,Programa Doar para Transformar.
Diálogo: Filantropia, cultura de doação e a minha comunidade

Por Cléber Rodrigues
Estava no passeio de casa um dia desses e um vizinho descendo a rua me acenou e disse:
— Ei meu bom, bom dia. Vi umas fotos suas no Instagram. Você tava igual patrão hein! Mas não entendi nada do que estava escrito na legenda.
Eu lancei a ele um sorriso, brinquei com o moleque que atento escutava seu pai, e falei.
— Ô meu amigo aquele era o seminário da Rede Filantropia para Justiça Social…
Ele me interrompeu a frase e com cara de interrogação e disse:
— Filamp… O quê?
Entre os desafios e a esperança, filantropiaS que resistem

Por Luisa Hernandez e Jonathas Azevedo
Influenciar o campo da filantropia não é uma tarefa fácil. A reprodução de estruturas coloniais, do racismo, da misoginia, LGBQTIAfobia e de outras diversas formas de violência tornam a filantropia um ambiente que ainda pode ser muito excludente, em especial para minorias políticas. O Seminário Filantropia, Justiça Social, Sociedade Civil e Democracia da Rede Comuá, realizado nos dias 20 e 21 de Setembro em São Paulo, foi uma importante lembrança a todas as pessoas presentes, no entanto, que a filantropia também pode ser um espaço de resistência, luta, colaboração e, especialmente, esperança.