Membros da Rede lançam Aliança de Fundos Territoriais

Iniciativa tem o objetivo de fortalecer comunidades e territórios
De 12 a 14 de abril, a Rede Comuá participou do 12º Congresso GIFE (Grupos, Institutos, Fundações e Empresas), com a mesa “Filantropia Comunitária: mobilização de atores diversos para a mobilização”. Na ocasião, Larissa Amorim, coordenadora executiva da Casa Fluminense, que participou como uma das palestrantes, anunciou a constituição da Aliança Territorial.
Criada no contexto da Rede Comuá a partir da articulação de sete organizações membro: Tabôa – fortalecimento comunitário, FunBEA (Fundo Brasileiro de Educação Ambiental), ICOM (Instituto Comunitário Grande Florianópolis), Instituto Comunitário Baixada Maranhense, Redes da Maré, Instituto Procomum e Casa Fluminens, a iniciativa tem por objetivo promover articulação e troca de experiências entre organizações de base territorial (fundos comunitários e fundações comunitárias), buscando desenvolver estratégias conjuntas e refletir sobre os desafios para a mobilização de recursos para as instituições envolvidas.
Rede Comuá avança em pesquisa sobre filantropia comunitária e Investimento Social Privado

Por Mônica C. Ribeiro
Como o ISP (Investimento Social Privado) pode fortalecer a filantropia comunitária?
A partir desta pergunta, a Rede Comuá, em parceria com o GIFE (Grupo de Institutos, Fundações e Empresas) vem desenvolvendo uma iniciativa que tem por objetivo promover a agenda da filantropia comunitária no campo do investimento social privado.
O ponto de partida foi a elaboração de um diagnóstico, que contou com a participação de investidores sociais e de fundos comunitários e de justiça socioambiental, que teve a finalidade de mapear abordagens e práticas de filantropia comunitária que possam servir de base para construir e fortalecer essa agenda.
Decolonização da Avaliação: 4 conclusões de um painel de doadores

Por Ben Bestor
Nos últimos anos, vem crescendo o coro de vozes que clamam pela decolonização do auxílio, impondo a reavaliação da forma como os programas são concebidos e até da forma como são entregues. Essa avaliação – processo que consiste de analisar de forma crítica e sistemática a concepção, implementação, melhoria ou os resultados de um programa – é parte integrante de um diálogo mais amplo acerca da decolonização.
Quando se trata de avaliar um projeto ou programa, vale refletir sobre uma série de questões. O que constitui “eficácia”, de que forma ela é aferida, e quem determina isso? De quem são os valores, as prioridades e as visões de mundo que moldam a avaliação? Historicamente, foram sempre os doadores e as organizações não governamentais internacionais (ONGIs) – em outras palavras, partes externas – que determinaram o que seria avaliado, quando seria avaliado, por quem e com base em que metodologias, aceitando poucas contribuições relevantes das pessoas a serem alcançadas pelos programas em questão. Isso precisa mudar. Mas que cara terá essa mudança?
Decolonizing evaluation: 4 takeaways from a donor panel

Over the past few years, a growing chorus of voices calling for the decolonization of aid has emerged, necessitating a reevaluation of the way programs are designed to the way they are delivered. Evaluation—the process of critically and systematically assessing the design, implementation, improvement, or outcomes of a program—is part and parcel of this broader decolonization conversation.
When it comes to evaluating a project or program, it is worth reflecting on several questions. What constitutes “effectiveness,” how is that determined, and according to whom? Whose values, priorities, and worldviews are shaping the evaluation?
Cinco coisas que aprendemos com feministas sobre doação

Por Renata Saavedra e Vanessa Lucena
Nós tivemos a sorte de conhecer o mundo da filantropia a partir de um ponto de vista muito especial: o ecossistema de fundos de mulheres. Fundos de mulheres são organizações que mobilizam e doam recursos para grupos de mulheres, meninas e pessoas trans no mundo todo, fornecendo-lhes recursos financeiros e técnicos e fortalecendo redes para concretizar sua visão de justiça social. Mais de 40 deles se reúnem na Prospera, uma potente rede global.
O fortalecimento institucional no impulsionamento da filantropia comunitária no Brasil

Por Bianca Limonge Avancin
No Brasil, a partir da década de 40 as ONG’s (Organizações Não Governamentais) eram conhecidas pelos movimentos formados por Igrejas (católica e protestante) que priorizavam a estruturação de ações solidárias e humanitárias em todo território. Com o passar dos anos, essa concepção do que seria uma ONG ganhou diversas perspectivas, passando pelos movimentos de educação popular, combate à ditadura militar e movimentos contraculturais.
Cerrado pode perder um terço da água, aponta estudo

Desmatamento para monocultura e pastagem é o principal responsável pela diminuição de 34% da vazão dos rios até 2050
No Cerrado, 93% das bacias podem ter redução na disponibilidade de água, é o que aponta o estudo The heavy impact of deforestation and climate change on the streamflows of the Brazilian Cerrado biome and a worrying future, apoiado pelo ISPN. Segundo a pesquisa, o bioma pode perder 34% da sua vazão de água nos próximos 28 anos. O estudo em fase de revisão pela revista científica Sustainability, concluiu que o desmatamento é a principal causa dessa diminuição, responsável por 56% do impacto. Podem ser perdidos 23.653 m³/s até 2050, só nos rios analisados no estudo, essa perda equivale à vazão de oito rios Nilo.
Community and independent philanthropy is present in several regions of Brazil

Mapping identifies independent organizations working with donations to civil society groups and movements that focus on the fields of social justice and community development in the country
By Mônica C. Ribeiro
Produced by the Comuá Network in association with PonteAponte, the mapping of thematic, community funds and independent community foundations working with donations to civil society organizations, in the fields of social justice and community development, identified 31 of them in different regions, with different priority agendas.
Filantropia independente e comunitária está presente em várias regiões do país

Mapeamento identifica organizações independentes que trabalham com doações para grupos e movimentos da sociedade civil que atuam nas áreas de justiça social e desenvolvimento comunitário no país
Por Mônica C. Ribeiro
Realizado pela Rede Comuá em parceria com a ponteAponte, o mapeamento de fundos temáticos, comunitários e fundações comunitárias independentes que trabalham com doações para organizações da sociedade civil nas áreas de justiça social e desenvolvimento comunitário identificou 31 delas em diferentes regiões e agendas prioritárias.
Aliança entre Fundos: por uma outra filantropia colaborativa em construção no Brasil

Por Allyne Andrade e Silva, Angélica Basthi, Cristina Orpheo e Fernanda Lopes
Ainda que a colaboração seja uma prática antiga entre organizações filantrópicas, a ideia de uma “filantropia colaborativa” é relativamente nova. No Brasil, trata-se de um conceito ainda em construção. Por aqui, ele vem incentivando a criação de novos arranjos no campo da filantropia para justiça social.
No entanto, nenhuma dessas iniciativas experimentou uma ação ousada e inovadora como tem sido praticada pelo Fundo Baobá para Equidade Racial, Fundo Brasil de Direitos Humanos e Fundo Casa Socioambiental no âmbito da Aliança entre Fundos, surgida em 2021.