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Rede Comuá tem agenda intensa durante a COP30 em Belém

Imagem de Jader Paes | Reprodução Agência Belém

Novembro será o mês dedicado à incidência da Rede Comuá pela ampliação de financiamento para grupos e comunidades no Sul Global. Entendendo a mudança climática como transversal às agendas de direitos com as quais já trabalha, a Comuá se junta à Alianza Socioambiental Fondos del Sur para promover a primeira edição d’A Casa Sul Global durante a COP30, em Belém.

Quase todas as organizações da Rede promoverão ou integrarão atividades com parceiros n’A Casa Sul Global, cuja programação se concentra entre os dias 12 e 20/11.

Logo no primeiro dia, a Comuá promove o painel “Defender Direitos, Construir Novos Futuros: o financiamento para clima, natureza e pessoas em meio à crise da sociedade civil global”, trazendo para o debate atores importantes da filantropia nacional e global para refletir sobre o financiamento para a sociedade civil global e a defesa da democracia.

Reflexões sobre caminhos para aterrissar o financiamento climático nos territórios; experiências locais nas savanas e no Pantanal; justiça climática e defensores/as; transição ecológica justa com financiamento de iniciativas de agroecologia lideradas por trabalhadores e comunidades locais; financiamento feminista para justiça climática, econômica e resiliência; e o papel das juventudes na decolonização do financiamento climático são alguns dos temas presentes na programação das organizações da Comuá n’A Casa Sul Global.

“Praticamente todas as organizações membro da Rede Comuá estarão presentes na programação d’A Casa Sul, seja como proponentes ou como participantes ativas em debates promovidos por parceiros. Esse é um momento importante para a Comuá, que vem construindo sua incidência na agenda climática de direitos desde 2023, com a participação sucessiva nas últimas COPs de Clima e incidência pela ampliação dos recursos de clima e natureza para soluções locais arquitetadas por grupos politicamente minorizados, na chave de promoção de acesso a direitos. Para nós da Comuá, não podemos falar de clima sem falar da luta e defesa por direitos.”, analisa Jonathas Azevedo, da diretoria executiva da Rede Comuá.

Essa movimentação da Comuá em torno da agenda climática vem ganhando corpo desde 2024, com o lançamento da iniciativa Comuá pelo Clima, e este ano, 2025, com o lançamento de uma plataforma que reúne soluções locais apoiadas por organizações da Rede e mecanismos de apoio acionados para garantir que o recurso chegue a esses grupos e comunidades em seus territórios.

“A Plataforma Comuá pelo Clima é a consolidação de um caminho de incidência que vem sendo trilhado coletivamente pelas organizações da Rede, entendendo a mudança climática como mais uma camada de desigualdade que afeta os grupos politicamente minorizados em seu acesso a direitos. Populações tradicionais, indígenas, comunidades quilombolas, LGBTQIAPN+, mulheres, agricultoras e agricultores familiares, grupos e movimentos da sociedade civil atuantes nas periferias das grandes cidades têm soluções para enfrentar os efeitos adversos do clima em seus territórios, informadas por saberes, muitas vezes, ancestrais, que devem ser reconhecidos e apoiados para a transformação local, ao mesmo tempo em que contribuem para o quadro global do clima”, completa Jonathas.

Resultado de um levantamento intencional das organizações da Rede, a iniciativa identifica como a pauta climática já atravessa, de modo transversal, diversas frentes de atuação e parcerias com movimentos da sociedade civil. Apesar do apoio das organizações da Comuá estar presente em todos os biomas nacionais, os recursos disponíveis ainda são insuficientes diante do volume de iniciativas existentes. 

A plataforma é um convite para que agentes da filantropia convencional se unam às organizações da filantropia independente doadora para a sociedade civil, criando arranjos inovadores que ampliem o apoio a soluções locais de forma segura, eficaz e com maior impacto.

Acesse a plataforma Comuá pelo Clima

 A força da incidência coletiva

Com A Casa Sul Global, a Rede Comuá dá um passo importante em sua incidência coletiva ao se associar à Alianza Socioambiental Fondos del Sur, idealizadora da iniciativa que reúne organizações com objetivos comuns aos da Comuá. 

Em sua primeira edição, realizada agora na COP30, em Belém, A Casa Sul traz a força de 40 organizações membro das duas redes e dos parceiros estratégicos Rede de Fundos Comunitários da Amazônia e movimento #ShiftThePower, em uma programação estruturada coletivamente para incidir junto ao financiamento de clima, natureza e pessoas. A proposta é demonstrar uma arquitetura de financiamento para a sociedade civil que já existe no Sul Global, capaz de fazer chegar recursos para grupos, comunidades e movimentos em seus territórios, e buscando ampliar recursos para a região.

“O financiamento como ferramenta de justiça socioambiental é o que nos une, fundamentalmente, nessa proposta d’A Casa Sul Global. Que não se esgota na COP30, ao contrário, seguirá incidindo junto a outros fóruns e espaços nos próximos anos. Nos atuais contextos de escassez de financiamento para a sociedade civil a nível global, e com a diminuição do espaço cívico, é fundamental abrir diálogo e buscar arranjos que ampliem os recursos para a região – que hoje são majoritaria, se não quase exclusivamente, oriundos de fontes internacionais, que estão reduzindo ou retirando o apoio a agendas de direitos como as nossas,” diz Jonathas. 

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