
“Se a terra é mãe, é hora de escutá-la”: sem saber ancestral, não há justiça climática
Por meio do CEDENPA, comunidades quilombolas fortalecem suas raízes e semeiam futuros de resistência na região amazônica

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Para celebrar o Mês da Filantropia e demonstrar em dados como o ativismo de mulheres está impactando o ecossistema filantrópico, o ELAS+ Doar para Transformar lançou, como uma das atividades da Rede Comuá, a pesquisa Por uma Filantropia Feminista: Um Olhar sobre os Ativismos de Mulheres no Brasil. O levantamento apresenta um perfil de organizações da sociedade civil lideradas por mulheres, analisando os contextos e os principais desafios enfrentados por essas iniciativas.

O Seminário Filantropia, Justiça Social, Sociedade Civil e Democracia, da Rede Comuá, evidenciou o papel central que mulheres negras devem exercer nos debates sobre descolonização e reconceituação do campo da filantropia no Brasil.
Por Andreia Simplicio
A lógica da colonização e da hierarquização dos corpos criou ferramentas de disparidade racial que são baseadas na colonialidade e se mantém através da dinâmica de poder nas relações sociais. Estas subsidiam o comportamento e o imaginário social que alimentam e reproduzem violências raciais no cotidiano. A lógica de subalternização impacta também naquilo que compete à estrutura das organizações de base e no formato em que se incluem no ecossistema filantrópico, cultura de doação e cenário político.

