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Categoria:Covid19

Filantropia de justiça socioambiental
Comuá

Canto da Coruja Comunidade: informação pela justiça social

Programa de áudio leva informações relacionadas à pandemia da Covid-19 a povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares de todo Brasil.

Por Méle Dornelas – Assessoria de Comunicação do ISPN

Uma experiência que conta como agricultores familiares no interior de Minas Gerais conseguiram continuar gerando renda e, ao mesmo tempo, garantir alimentação de qualidade para famílias em situações de maior vulnerabilidade durante a pandemia da Covid-19 é uma das histórias que podem ser escutadas no Canto da Coruja Comunidade.

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Fundo Brasil
Comuá

Dia dos Direitos Humanos: como a filantropia pode ajudar a superar desafios nesse campo

Por Allyne Andrade[1] e Ana Valéria Araújo[2]

Na primeira semana de dezembro, o Fundo Brasil de Direitos Humanos realizou um encontro virtual entre representantes de todos os projetos apoiados atualmente pela fundação. Participaram mais de 75 iniciativas, de 21 estados brasileiros, que somaram mais de 100 ativistas presentes. Foram dois dias inteiros de reflexões e análises da conjuntura do Brasil atual, feitas por defensoras e defensores de direitos que atuam em diversas pautas, e que discutem o país a partir de diferentes perspectivas e lugares.

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Covid19
Comuá

Trabalho Home Office & Cuidado e Atenção com a equipe

Por Cristina Orpheo – Diretora Executiva do Fundo Casa Socioambiental
Nunca se falou tanto em trabalho home office como em 2020. A sensação de quem começou agora a trabalhar dessa forma é de que nunca trabalhou tanto! Enquanto uma fatia da população sofre os efeitos da pandemia sem trabalho, com perda de seus empregos, uma outra parte tem trabalhado de 12 a 14 horas por dia. O home office, que parecia ser um sonho de trabalho para muitos, se transformou numa carga pesada, com longas jornadas diárias e um grande acúmulo de tarefas.
Há quase 10 anos coordeno uma equipe em sistema home office. O que aprendi nesse tempo me ajudou a enfrentar a pandemia e fazer os ajustes adequados rapidamente para cuidar de nossa equipe. Coordenar uma equipe a distância exige algumas mudanças de paradigmas. Novos arranjos e acordos precisam ser criados, entre eles: estabelecer um sistema de controle de tempo e resultados, entender a flexibilidade nos horários, definir os trabalhos por entregas e prazos, criar formas inovadoras de engajar a equipe, cuidar dos vínculos entre todos, estar atenta à comunicação interna, estabelecer processos e políticas claras e, finalmente estar muito alerta a todos os sinais e nuances nas relações para evitar qualquer tipo de ruído entre a equipe.
Trabalhar à distância exige outro tipo de liderança. Se você é um chefe controlador você está perdido para liderar uma equipe a distância, pois o trabalho home office exige confiança e desapego. É necessário criar um ambiente em equipe toda se sinta conectada entre si, desenvolva um companheirismo diário, se apoie mutuamente nas necessidades individuais, é isso que vai criando os vínculos que fazem a diferença no resultado esperado e na eficiência institucional mesmo sem estar todos no mesmo espaço.
 

Reuniões, oficinas e seminários no formato online vieram pra ficar e já fazem parte da rotina diária. Foto: Claudia Gibeli

 
O Fundo Casa foi desenhado desde sua origem para o trabalho em home office. Nunca conhecemos outra forma. Sempre acreditando que esse sistema não estava somente à frente do seu tempo, mas era a forma mais eficiente de oferecer qualidade de vida à equipe enquanto mantinha os custos operacionais aceitáveis e seu maior orçamento fosse para doação aos grupos. Nossa missão institucional é apoiar grupos de base comunitária em toda a América do Sul a proteger os importantes territórios que contém a grande biodiversidade dessa região. Então a decisão de minimizar custos institucionais, evitando grandes gastos com a operação (e todo o desgaste físico e psíquico que isso implica para uma equipe de se locomover nas grandes cidades), foi tomada desde a sua fundação. Trazendo ainda a vantagem de compor uma equipe a partir de seu conhecimento e dedicação, independente de em que parte do país ela vive.
Mas nada é assim tão simples e conceitual. Mesmo estando há tanto tempo coordenando uma equipe nesse sistema de trabalho, este momento de pandemia tem trazido novos desafios. O volume de trabalho mais que dobrou, e a vida se resumiu a somente trabalhar — todos os dias ficaram iguais. Uma sensação emocional de prisão se intensificou.
 
 
 

Expectativa x Realidade. Jani Aparecida e sua filha e companheira de home office, Anna Laura.

 
Nossa equipe, formada majoritariamente por mulheres, várias delas mães com crianças pequenas, teve um aumento de stress. Comecei a perceber que e-mails estavam sendo enviados às 5h da manhã ou às 11h da noite. Sem escola, e sem ajuda em casa, o cansaço se tornou visível. Ao mesmo tempo, a situação que foi se agravando no país, a cada dia demandava mais dedicação da equipe. Foram 16 chamadas de projetos em 10 meses, em torno de 500 apoios, mais de 900 pagamentos, reuniões intermináveis online, e uma quantidade absurda de outras pequenas demandas que foram se acumulando, que vão desde atender às dúvidas dos grupos, entender a situação em constante mudança nos territórios, até a orientar e mobilizar mais e mais parceiros e apoiadores. Após alguns meses nesse processo a luz vermelha acendeu: eu precisava cuidar da minha equipe! Tanto a saúde física como emocional estavam comprometidas.
Compramos cadeiras novas e confortáveis, cada colaborador pode escolher a mais adequada para o seu corpo. Combinamos um período do dia em que todos estaríamos conectados, deixando as mamães com mais liberdade para escolherem seus horários. Fizemos um recesso por escala da equipe e todos puderam tirar 5 dias de folga após o período mais crítico de trabalho. Por fim, oferecemos aulas de Yoga e de pilates para toda a equipe, 2 vezes por semana.
Nosso grupo se fortaleceu, estamos mais unidos e comprometidos do que nunca. Apesar dos desafios, este está sendo o ano em que o Fundo Casa mais doou e ninguém da equipe atrasou um dia com suas entregas. Todo mundo se ajudou, dividimos tarefas e colaboramos uns com os outros.
Nossos 13 colaboradores, espalhados entre Cunha, São Paulo, Juquitiba, Santos, Brasília, Porto Alegre e Santiago (Chile) nunca estiveram tão próximos e unidos. Junto com a gente, consultores em Salvador, Rio de Janeiro e Colômbia fizeram com que 2020 fosse um ano marcante, mostrando que enfrentar uma pandemia juntos é bem mais fácil. Não sabemos quando isso tudo vai terminar, esperamos que seja logo! Mas ter tido a sensibilidade para cuidar da equipe enquanto desenvolvíamos estratégias para ampliar nossas doações me confortou o coração. Independente de como for o próximo ano, vamos seguir acolhendo os desafios e apoiando soluções, independente do que vier.
Originalmente publicado em: https://casa.org.br/trabalho-home-office-cuidado-e-atencao-com-a-equipe/

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Covid19
Comuá

Um ano de pandemia e o impacto sobre a vida das mulheres

Por Claudia Cruz e Fabbi Silva

O 11 de março de 2020 ficou conhecido como marco global da pandemia, quando muitos estados passaram a adotar a Portaria 356 do Ministério da Saúde que regulamentou as medidas de enfrentamento da emergência sanitária por conta do coronavírus. No estado do Rio de Janeiro, o então governador, Wilson Witzel publicou decreto, em 16 de março, que instituiu a quarentena/isolamento social com medidas mais restritivas de circulação. Poucos dias depois, em 19 de março, o estado registrou a primeira morte pela COVID-19, uma mulher negra e empregada doméstica de 63 anos. E é por isso que, nesta quinta, quando completamos o primeiro ano do marco global, em pleno março de lutas e por Marielle Franco, refletimos sobre os impactos que a pandemia provocou sobre a vida das mulheres no Rio de Janeiro. Somos a maioria na Região Metropolitana, onde totalizamos 52,86% das habitantes, e fomos as primeiras a morrer de COVID-19.

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Covid19
Comuá

Fidelizar um número recorde de doadores: um desafio que o ICOM enfrentou em 2020

Por Amanda Antunes Bueno

Em março de 2020, foi declarada a pandemia do novo coronavírus e os primeiros casos foram registrados em Santa Catarina. Naquele mesmo mês, a equipe do Instituto Comunitário Grande Florianópolis (ICOM) se reuniu para decidir o que faria para responder às crises econômica e social decorrente da pandemia. A primeira estratégia foi a Linha de Apoio Emergencial Coronavírus, criada para garantir alimentação digna e suficiente e itens de higiene e limpeza às pessoas em vulnerabilidade social afetadas pela pandemia, por meio da mobilização e repasse de recursos diretos a iniciativas da sociedade civil organizada. Em abril, dentro da Linha de Apoio, surge também o primeiro Banco Comunitário de Santa Catarina. Com ele, famílias recebem recursos em forma de moedas sociais e têm autonomia para comprar o que mais precisam nos comércios de suas comunidades periféricas.

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M&A: Medindo o que importa
Comuá

Dados, a nova moeda na África

Por Eunice Mwaura, Vice Versa Global

“É importante manter e observar a ética no mapeamento, coleta e empacotamento de dados. Esse tem se demonstrado um desafio e tanto. Por volta de 30% dos pesquisadores e da academia – apenas isso – retornam às comunidades pesquisadas para confirmar e compartilhar dados coletados nesses lugares”. Para encarar de frente e entender como lidar com esta questão, conversamos com Nicera Wanjiru, uma jovem ativista que atua pela transformação de sua comunidade na defesa do direito ao controle comunitário de seus próprios dados e informações.

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Comuá

Data, the new currency in Africa

“It is important to uphold and observe ethics in mapping, data collection and packaging. This has proved to be quite a challenge. Approximately, only 30% of researchers and academia come back to the community to verify and share their collected data.” To get to grips with this issue and how to handle it, we talked to Nicera Wanjiru, a young activist driving change in her community and fighting for her community’s right to data and information.

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Covid19
Comuá

Em três meses, Região Metropolitana do Rio só vacinou pouco mais de 5% da sua população

Por Luize Sampaio

A vacina é a única forma de combater a pandemia do novo coronavírus mas, a falta de um trabalho unificado entre os níveis de governos resultou em uma lentidão no processo de vacinação. Hoje vivemos uma segunda onda da doença com uma alta diária na falta de leitos na UTI de todo o Rio de Janeiro. Na região metropolitana, que concentra 70% da população do estado, grupos prioritários sofrem com a falta de vacinas e com as longas filas que se iniciam ainda na madrugada. Atualmente, a metrópole fluminense vacinou apenas 5,3% da sua população. Até o último sábado do mês (27/03), alguns municípios da região ainda não tinham conseguido vacinar nem 1% dos seus moradores, como é o caso de São Gonçalo, Seropédica e Cachoeiras de Macacu.

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Covid19
Comuá

Semeando os valores da filantropia negra: a pandemia e as ações do Fundo Baobá

Por Fernanda Lopes

Em 11 de março de 2020 a Organização Mundial da Saúde – OMS declarou como pandemia a doença causada pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2). Em 3 de abril de 2020, o Fundo Baobá para a Equidade Racial – primeiro e único fundo filantrópico que mobiliza pessoas e recursos, no Brasil e no exterior, para o apoio exclusivo a projetos e ações de promoção da equidade racial para a população negra no Brasil, mobilizou-se para publicar e divulgar amplamente o Edital de Doações Emergenciais de Combate ao Coronavírus. Naquele momento, quando nos questionaram sobre o porquê de realizar um edital, explicamos que, em nossa avaliação, o edital permitiria mapear iniciativas individuais ou de organizações que buscassem responder, da melhor forma, às necessidades mais imediatas da comunidade, assumindo um risco menor de concentrar o apoio em grupos com mais acesso ao ecossistema filantrópico.

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Jész Ipólito
28 de abril de 2026

Territórios, clima e modos de vida: repensando a justiça climática a partir dos saberes tradicionais

O que muda quando a justiça climática é pensada a partir dos territórios? Este texto convida a olhar para os saberes, modos de vida e práticas de povos indígenas e comunidades tradicionais como caminhos fundamentais para imaginar respostas climáticas mais justas, coletivas e enraizadas na vida.

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Jész Ipólito
27 de março de 2026

Rede Comuá realiza assembleia em Serra Grande (BA), com encaminhamentos sobre identidade institucional, planejamento e cuidado coletivo

Encontro marcou a primeira edição da assembleia da rede no Nordeste, com acolhida da Tabôa, debates estratégicos e experiências de cuidado em diálogo com o território

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Jész Ipólito
27 de março de 2026

Fundo Brasil completa 20 anos apoiando a sociedade brasileira na luta por direitos

O Fundo Brasil de Direitos Humanos celebra o marco histórico de R$ 130 milhões doados a mais de 2.300 iniciativas

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Jész Ipólito
18 de março de 2026

Visibilidade em Disputa: Sociedade Civil na Era Algorítmica

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Jész Ipólito
5 de fevereiro de 2026

E OS QUILOMBOS, “CUMÊ QUE FICA’? A URGÊNCIA DE UMA FILANTROPIA QUE RECONHEÇA ANTES DE TUDO AS PRÁTICAS ANCESTRAIS

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Jész Ipólito
5 de fevereiro de 2026

Fundo Casa Socioambiental recebe doação de Mackenzie Scott pela segunda vez 

Em entrevista à Rede Comuá, a diretora-executiva do Fundo Casa Socioambiental destacou a importância dessa doação em um contexto onde a organização completou 20 anos

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