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Um espelho para o nosso campo: meu plano em cinco tópicos para o futuro da filantropia

Por Charles Keidan

No final do ano passado, tive o privilégio de falar em um painel com colegas da filantropia de vários lugares do mundo organizado no contexto do Congresso GIFE – uma associação de fundações filantrópicas no Brasil[1].

O painel explorou o futuro da filantropia. Perto do final, nossa moderadora Naila Farouky, do Arab Foundations Forum, pediu que compartilhássemos nossas visões pessoais sobre a filantropia – o que gostaríamos de ver acontecer em nosso campo.

A mirror to our field: my five-point plan for the future of philanthropy

At the end of last year, I had the privilege to speak on a panel alongside colleagues in philanthropy around the world at the Gife conference – the leading association for philanthropic foundations in Brazil. I joined Candid President Brad Smith, East Africa Philanthropy Network CEO, Evans Okinyi, as well as AVPN CEO and chairperson Naina Batra who recorded answers to a selection of questions to manage time zone differences.

Um ano de pandemia e o impacto sobre a vida das mulheres

Por Claudia Cruz e Fabbi Silva

O 11 de março de 2020 ficou conhecido como marco global da pandemia, quando muitos estados passaram a adotar a Portaria 356 do Ministério da Saúde que regulamentou as medidas de enfrentamento da emergência sanitária por conta do coronavírus. No estado do Rio de Janeiro, o então governador, Wilson Witzel publicou decreto, em 16 de março, que instituiu a quarentena/isolamento social com medidas mais restritivas de circulação. Poucos dias depois, em 19 de março, o estado registrou a primeira morte pela COVID-19, uma mulher negra e empregada doméstica de 63 anos. E é por isso que, nesta quinta, quando completamos o primeiro ano do marco global, em pleno março de lutas e por Marielle Franco, refletimos sobre os impactos que a pandemia provocou sobre a vida das mulheres no Rio de Janeiro. Somos a maioria na Região Metropolitana, onde totalizamos 52,86% das habitantes, e fomos as primeiras a morrer de COVID-19.

Fidelizar um número recorde de doadores: um desafio que o ICOM enfrentou em 2020

Por Amanda Antunes Bueno

Em março de 2020, foi declarada a pandemia do novo coronavírus e os primeiros casos foram registrados em Santa Catarina. Naquele mesmo mês, a equipe do Instituto Comunitário Grande Florianópolis (ICOM) se reuniu para decidir o que faria para responder às crises econômica e social decorrente da pandemia. A primeira estratégia foi a Linha de Apoio Emergencial Coronavírus, criada para garantir alimentação digna e suficiente e itens de higiene e limpeza às pessoas em vulnerabilidade social afetadas pela pandemia, por meio da mobilização e repasse de recursos diretos a iniciativas da sociedade civil organizada. Em abril, dentro da Linha de Apoio, surge também o primeiro Banco Comunitário de Santa Catarina. Com ele, famílias recebem recursos em forma de moedas sociais e têm autonomia para comprar o que mais precisam nos comércios de suas comunidades periféricas.

A Rede anuncia um novo programa com apoio do Ministério de Relações Exteriores da Holanda: Programa Giving for Change (Doar para Transformar)

Por Graciela Hopstein e Betina Sarue

A Rede de Filantropia por Justiça Social iniciou em 2021 o Programa Giving for Change (GFC) com apoio da cooperação holandesa. O GFC é liderado por um consórcio internacional composto por quatro organizações que serão responsáveis pela coordenação geral: Global Fund for Community Foundations (GFCF), African Philanthropy Network (APN); Kenya Community Development Foundation (KCDF) e a Wilde Ganzen (WG). O Programa terá duração de cinco anos e um orçamento total de 24 milhões de euros, e foi selecionado pelo Ministério de Relações Exteriores da Holanda no âmbito do edital Power of Voices (Poder das Vozes). Será desenvolvido em oito países do Sul Global: Brasil, Burkina Faso, Etiópia, Gana, Quênia, Moçambique, Palestina e Uganda. Certamente a participação do Brasil no contexto deste Programa é significativa na proposta de fortalecer a cooperação Sul-Sul.

Entrevista para o redeGIFE: para especialista, cabe ao setor filantrópico construir narrativas que resgatem a centralidade da sociedade civil na consolidação da democracia

Por GIFE

Em um momento de mudanças intensas no cenário brasileiro e global, movimentos de estigmatização e hostilidade em face do papel e atuação desses atores na cena pública combinam-se com a demonstração renovada de sua vitalidade e centralidade para a promoção da ação coletiva em momentos-chave como o da pandemia e para a produção de respostas a novos desafios em frentes tão diversas quanto a equidade racial, os direitos das mulheres, as mudanças climáticas, a criação de novas oportunidades econômicas, a mobilização comunitária, a inovação política, e assim por diante.

Dados, a nova moeda na África

Por Eunice Mwaura, Vice Versa Global

“É importante manter e observar a ética no mapeamento, coleta e empacotamento de dados. Esse tem se demonstrado um desafio e tanto. Por volta de 30% dos pesquisadores e da academia – apenas isso – retornam às comunidades pesquisadas para confirmar e compartilhar dados coletados nesses lugares”. Para encarar de frente e entender como lidar com esta questão, conversamos com Nicera Wanjiru, uma jovem ativista que atua pela transformação de sua comunidade na defesa do direito ao controle comunitário de seus próprios dados e informações.

Data, the new currency in Africa

“It is important to uphold and observe ethics in mapping, data collection and packaging. This has proved to be quite a challenge. Approximately, only 30% of researchers and academia come back to the community to verify and share their collected data.” To get to grips with this issue and how to handle it, we talked to Nicera Wanjiru, a young activist driving change in her community and fighting for her community’s right to data and information.

Em três meses, Região Metropolitana do Rio só vacinou pouco mais de 5% da sua população

Por Luize Sampaio

A vacina é a única forma de combater a pandemia do novo coronavírus mas, a falta de um trabalho unificado entre os níveis de governos resultou em uma lentidão no processo de vacinação. Hoje vivemos uma segunda onda da doença com uma alta diária na falta de leitos na UTI de todo o Rio de Janeiro. Na região metropolitana, que concentra 70% da população do estado, grupos prioritários sofrem com a falta de vacinas e com as longas filas que se iniciam ainda na madrugada. Atualmente, a metrópole fluminense vacinou apenas 5,3% da sua população. Até o último sábado do mês (27/03), alguns municípios da região ainda não tinham conseguido vacinar nem 1% dos seus moradores, como é o caso de São Gonçalo, Seropédica e Cachoeiras de Macacu.

Construindo o programa Doar para Transformar

Por Betina Sarue

A coordenação executiva da Rede de Filantropia para Justiça Social e a sua equipe de governança estão empenhadas na estruturação do programa Doar para Transformar. A proposta é realizar um planejamento orgânico, que seja ao mesmo tempo integrado e complementar às linhas de atuação já existentes da Rede, com apoios da IAF e Porticus estruturados através dos programas Apoio e Fortalecimento de Capacidades. Com o Doar para Transformar além dos dois programas existentes, a Rede inaugura uma nova linha programática voltada à incidência, com o objetivo de influenciar a agenda no ecossistema filantrópico nacional e internacional, com temas como justiça social, filantropia comunitária, shif the power e fortalecimento de atores da sociedade civil na garantia de direitos e de expressão.