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Guia para Justiça Climática – tecnologias sociais e ancestrais de enfrentamento ao racismo ambiental na Região Metropolitana do Rio de Janeiro

Produzido pela Casa Fluminense, a primeira edição do Guia para Justiça Climática busca sistematizar esquematicamente as experiências de práticas, soluções e tecnologias sociais e ancestrais desenvolvidas em nossos bairros, favelas e periferias ignoradas pelo poder público, no enfrentamento aos desastres climáticos através de estratégias de adaptação e/ou mitigação dos impactos ambientais sofridos por quem menos contribui para as mudanças climáticas.

Rede Comuá lança animação sobre sua atuação

Em agosto, a Rede lançou a animação “Rede Comuá – filantropia que transforma”, que busca disseminar as práticas de filantropia comunitária e de justiça socioambiental, contribuidando para ampliar os recursos doados e seu impacto no nível nacional e internacional, a partir da atuação das organizações membro da Rede Comuá.

Filantropia Negra no Brasil: Sociedade Protetora dos Desvalidos recebe doação de R$ 500 mil do Fundo Baobá

Entre as muitas histórias inspiradoras que ilustram a tradição da filantropia negra no Brasil, uma delas merece atenção especial: a fundação da Sociedade Protetora dos Desvalidos (SPD), na cidade de Salvador, Bahia, em 16 de setembro de 1832, por Manoel Vitor Serra, um negro africano liberto. A Protetora, como era conhecida, foi um marco histórico na luta contra a desigualdade e a discriminação racial. Fundada por trabalhadores negros, a organização tinha como objetivo principal fornecer auxílio mútuo e amparo aos mais necessitados. Através de suas ações filantrópicas, a sociedade apoiava pessoas escravizadas a conseguirem sua alforria, bem como dar suporte aos membros que ficassem desempregados.

Rede Comuá participa do Fórum UE-América Latina e Caribe

A convite do WINGS e da União Europeia, a diretora executiva da Rede Comuá, Graciela Hopstein, participou do EU-Latin America and the Caribbean Forum: Partners in Change (Fórum UE-América Latina e Caribe: Parceiros na Mudança, em tradução livre) no dia 13 de julho, como palestrante na mesa temática “Espaço cívico, direitos humanos e democracia: como fortalecer os espaços cívicos?”.

Participaram do debate Inés Poussadela, do CIVICUS (Uruguai), Cecilia Olea, do Centro de la Mujer Peruana Flora Tristán (Peru), Manfredo Marroquín, da Acción Ciudadana (Guatemala) e Irene Oostveen, da Associação Holandesa de Municípios (Holanda).

Rede Comuá lança podcast

No fim de julho, a Rede lançou a primeira temporada de seu podcast Comuá – filantropia que transforma.

O podcast busca demonstrar as práticas da filantropia comunitária e de justiça socioambiental, contribuindo para difundi-las e também o seu potencial para apoiar a transformação realizada pelas organizações da sociedade civil que atuam nos territórios.

A primeira temporada aborda o Programa Saberes, que oferece apoio para a sistematização de saberes produzidos por lideranças sociais e especialistas que atuam nos campos da filantropia comunitária e de justiça social.

Mês da filantropia que transforma: conheça algumas das atividades programadas

A Rede Comuá, juntamente com suas organizações membro e parceiros, promovem, em setembro, uma série de atividades voltadas a demonstrar a potência e importância da filantropia comunitária e de justiça socioambiental para fomentar a transformação social apoiando organizações e movimentos da sociedade civil em suas lutas por direitos.

O movimento, iniciado em setembro de 2022 a partir do seminário de dez anos da Rede Comuá, passará a integrar o calendário da filantropia brasileira anualmente como espaço dedicado a abordar as práticas e a atuação estratégica dessa filantropia no sentido de fortalecer a sociedade civil e, desse modo, também a democracia.

Conhecimento, Transformação e Ancestralidade: Encerramento da primeira turma do Programa Saberes

Por Jonathas Azevedo e Yasmin Morais

No mês de julho, encerramos o primeiro ciclo do Programa Saberes, da Rede Comuá, que busca investigar e produzir conhecimento nos campos da justiça socioambiental e desenvolvimento comunitário, a partir dos saberes, experiências e práticas de lideranças da sociedade civil, profissionais, pesquisadores e profissionais de instituições filantrópicas, contribuindo para decolonizar a produção de conhecimento sobre a filantropia.

Um festival para chamar de nosso: impressões do que rolou no Festival ABCR e potenciais contribuições para a filantropia comunitária

Por Semíramis Biasoli – FunBEA – Fundo Brasileiro de Educação Ambiental 

A 15ª edição do Festival ABCR, uma conferência de captação de recursos da Associação Brasileira de Captadores de Recursos, aconteceu nos dias 03 e 04 de julho de 2023 na cidade de São Paulo.

O desafio de acolher e montar uma programação que atendesse a diferentes níveis de conhecimento, experiências e interesses, era um ponto chave e me parece que o Festival deste ano conseguiu dar essas respostas. O evento trouxe informações básicas para quem está iniciando nos desafios da captação, bem como pesquisas e práticas avançadas, trazendo conteúdos de ponta para profissionais experientes.

Numericamente maior, ele também apresentou uma maior diversidade das áreas profissionais presentes: não contando com um público apenas de captadoras e captadores, mas sim, integrantes das áreas técnica e financeira, além da forte presença de profissionais da comunicação. 

Cabe aqui um destaque: seriam sinais de mudanças na cultura institucional da captação, não a tratando como área estanque ou especializada, pelo contrário, apresentando-a como desafio coletivo a todo o quadro da organização?

Pela primeira vez na América Latina, o #ShiftThePower Summit retorna em 2023

Representantes da sociedade civil de todo o mundo se reunirão em Bogotá, Colômbia, entre os dias 5 e 7 de dezembro para mostrar outras formas de se fazer filantropia

Em 2016, em Johanesburgo, África do Sul, nascia o que Jenny Hodgson, Diretora Executiva do Global Fund for Community Foundations (GFCF), definiu como “um dos movimentos por mudança da filantropia mais inspiradores e dinâmicos”.  A Conferência Global sobre Filantropia Comunitária, organizada pelo GFCF, reuniu mais de 400 pessoas oriundas de 70 países.  O recado que se queria transmitir era claro: precisamos encarar e rever as lógicas de poder que regem o setor da filantropia e da ajuda humanitária internacional e trazer as comunidades para o centro do debate. Desse encontro, nasceu assim a hashtag #ShiftThePower (#SubvertaOPoder, em tradução livre), que logo viralizou nas redes sociais e tem inspirado lideranças da sociedade civil em todo o mundo nos debates sobre o setor e suas práticas.

Reflexões sobre a instituição do cuidado coletivo na mudança sistêmica

Por Ese Emerhi, Tecelã da Rede Global do GFCF

Terminei o ano de 2022 com um problema de saúde e passei a maior parte de 2023 pensando sobre o conceito do cuidado coletivo e solidariedade na construção de movimentos. Como parte da minha reflexão, estou lendo Rest Is Resistance: A Manifesto, de Tricia Hersey, em que ela sustenta que o descanso deve ser visto como uma forma de resistência política radical e que “elevar o descanso a partir de uma ética de cuidado comunitário implica interromper a cultura dominante e, ao mesmo tempo, devolver o poder às pessoas, que é seu lugar de direito”. Embora a mensagem de Hersey seja dirigida especificamente às comunidades negras dos Estados Unidos e rechace a cultura de trabalho incessante preponderante na sociedade, ela ressoa em mim no que se refere à necessidade de uma mudança de mentalidade cultural nos campos filantrópico e de desenvolvimento internacional, e à questão do porquê o descanso é importante na luta pela libertação e por uma mudança sistêmica mais ampla.