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Rede Comuá lança plataforma que reúne histórias de soluções locais e mecanismos de apoio da filantropia de justiça socioambiental

Imagem destaque | Reprodução FunBEA

Em outubro, a Rede Comuá lança, como parte da programação do Mês da Filantropia que Transforma, a plataforma Comuá pelo Clima: apoio a soluções locais para catalisar novos futuros, que ilumina soluções locais promovidas por grupos e comunidades politicamente minorizados em seus territórios e os mecanismos de apoio que as organizações membro da Comuá têm acionado para fazer chegar recursos para apoiar essas soluções.

Quem atua na linha de frente no enfrentamento às mudanças climáticas sabe o que é preciso fazer para gerar transformações em seu território. Comunidades, grupos e organizações da sociedade civil têm soluções, muitas vezes informadas por saberes ancestrais, para gerar resiliência e se adaptar aos eventos extremos do clima.

A filantropia pode contribuir para esse enfrentamento ao apoiar e financiar as soluções climáticas desses grupos e territórios.

É nesse movimento que se inserem as organizações da Rede Comuá, que praticam uma filantropia independente e parceira, que mobiliza recursos e garante que eles cheguem aos territórios para apoiar essas soluções.

A plataforma é a continuidade da iniciativa Comuá pelo Clima, lançada em 2024, e um convite para que atores da filantropia e do financiamento climático conheçam a força das soluções locais e dos mecanismos que já existem para apoiá-las. E para serem cada vez mais inovadores na criação de arranjos que garantam a ampliação de recursos para essas soluções, com eficiência e segurança, endereçando, de maneira estratégica, os esforços para mitigação e adaptação às mudanças climáticas, catalisando futuros mais justos e resilientes.   

Dezenas de histórias de soluções dos territórios poderão ser acessadas na plataforma, gestadas por grupos e comunidades em diferentes biomas e apoiadas por organizações da Comuá por meio de diversos mecanismos. 

Na Bahia, mulheres e jovens florestam o futuro da Mata Atlântica. Agricultoras e agricultores familiares produzem alimentos saudáveis e protegem a biodiversidade também de outros dois biomas, a Caatinga e o Cerrado. No Tocantins, mulheres apinajés controlam o fogo em brigadas comunitárias na Amazônia e no Cerrado. No Amazonas, mulheres indígenas conjugam saberes ancestrais e preservação da floresta ao mobilizar comunidades para proteger a árvore essencial ao fazer da cerâmica e fortalecer a autonomia feminina. 

No Piauí, quebradeiras do coco babaçu transformam seu ofício em uma frente de resistência, se organizando para defender seus modos de vida e o território que habitam há gerações, na Caatinga. Em Minas Gerais, sabedoria tradicional, tecnologia e agroecologia garantem segurança alimentar e hídrica no território Xakriabá, na Caatinga. No Cerrado do Mato Grosso, a juventude rural retoma a tradição e resiste ao avanço do agro.

No litoral norte de São Paulo, Mata Atlântica, mobilização comunitária e conhecimento ancestral recuperam os últimos remanescentes de Mangue. No Rio de Janeiro, também Mata Atlântica, jovens em comunidades altamente adensadas pautam soluções de saneamento e clima e o racismo ambiental. No semiárido pernambucano, mulheres agricultoras constroem cisternas e adotam tecnologias sociais para garantir segurança hídrica, alimentar e protagonismo comunitário.

Essas são algumas das soluções que integram a plataforma. Com o passar do tempo, novas histórias serão publicadas, ampliando a visibilidade para os saberes e soluções dos territórios e para os mecanismos de apoio da filantropia de justiça socioambiental.

A plataforma também destaca como as organizações da Rede Comuá têm apoiado, há décadas, essas soluções locais, reconhecendo o protagonismo de grupos e comunidades em seus territórios. Editais, cartas convite, apoio direto, são vários os caminhos, sempre buscando garantir que os recursos cheguem de modo simplificado, trabalhando em parceria e de modo muito próximo, o que permite entender as reais necessidades e garantir que os recursos cheguem para apoiar as soluções locais.

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