{"id":8672,"date":"2024-07-26T15:46:49","date_gmt":"2024-07-26T18:46:49","guid":{"rendered":"https:\/\/redecomua.org.br\/?p=8672"},"modified":"2024-07-26T15:46:55","modified_gmt":"2024-07-26T18:46:55","slug":"entrevista-graciela-hopstein-hoje-a-rede-esta-muito-melhor-posicionada-para-enfrentar-desafios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/en\/entrevista-graciela-hopstein-hoje-a-rede-esta-muito-melhor-posicionada-para-enfrentar-desafios\/","title":{"rendered":"Entrevista Graciela Hopstein: Hoje a Rede est\u00e1 muito melhor posicionada para enfrentar desafios"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n\n\n\n<p><em>Photo: Comua Network<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Graciela Hopstein, diretora executiva da Comu\u00e1, se prepara para deixar a Rede no m\u00eas de setembro, ap\u00f3s uma gest\u00e3o de sete anos. De 2017 at\u00e9 2024 foram muitas as conquistas e avan\u00e7os. Ao longo desse per\u00edodo, a Rede se consolidou como ator pol\u00edtico estrat\u00e9gico junto aos ecossistemas filantr\u00f3picos nacional e internacional, mas tamb\u00e9m muitos foram os desafios enfrentados.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa entrevista, Graciela destaca os principais marcos de crescimento da Comu\u00e1 ao longo da sua gest\u00e3o, fala dos desafios e oportunidades, e tamb\u00e9m sobre futuros.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cA Rede tem perspectivas muito boas de crescimento, com a consolida\u00e7\u00e3o do seu papel no ecossistema da filantropia. Mas vai ter que estar atenta a um cen\u00e1rio que se apresenta adverso, com ascens\u00e3o e crescimento da extrema direita no mundo e no Brasil, com vis\u00edveis retrocessos nas agendas de direitos, situa\u00e7\u00e3o que pode levar \u00e0 retra\u00e7\u00e3o dos recursos para a filantropia de justi\u00e7a socioambiental, apesar da situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia. Entretanto, a Rede est\u00e1 muito bem posicionada perante o cen\u00e1rio, mas a preocupa\u00e7\u00e3o que paira no ar est\u00e1 relacionada \u00e0 escassez de recursos financeiros que ainda s\u00e3o pouco acess\u00edveis para a sociedade civil.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como descreveria a Rede quando voc\u00ea assumiu a diretoria executiva, e agora, com o t\u00e9rmino de sua gest\u00e3o?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quando assumi a coordena\u00e7\u00e3o em 2017, a Rede estava passando por uma crise aprofundada, j\u00e1 que ao longo dos primeiros cinco anos, atravessou por diversos problemas de condu\u00e7\u00e3o, situa\u00e7\u00e3o que impactou a sua atua\u00e7\u00e3o e no engajamento dos membros, inclusive porque estava em quest\u00e3o a continuidade das suas atividades. A situa\u00e7\u00e3o financeira estava tamb\u00e9m bastante delicada. Al\u00e9m dos desafios internos, havia tamb\u00e9m os externos. Desde o momento em que surge, em 2012, a Rede criou um impacto significativo no ecossistema da filantropia, j\u00e1 que seus membros traziam debates relacionados \u00e0 agendas que eram consideradas inc\u00f4modas &#8211; focadas no combate ao racismo, a quest\u00f5es de g\u00eanero, ambientais, junto grupos como povos ind\u00edgenas, popula\u00e7\u00f5es quilombolas- , com din\u00e2micas de atua\u00e7\u00e3o e vis\u00f5es sobre o campo muito diferentes, por ser feita com e para movimentos, completamente oposta \u00e0 filantropia tradicional. Por ser uma filantropia inovadora, distributiva, voltada a apoiar sociedade civil, principalmente minorias pol\u00edticas, a Rede chegou para chacoalhar o setor. Inicialmente, a Rede tinha uma aproxima\u00e7\u00e3o muito mais relevante com a filantropia internacional, levando em conta que o grande percentual de recursos que os membros geriam naquela \u00e9poca e tamb\u00e9m na atualidade vinha e vem dessa fonte. A aproxima\u00e7\u00e3o com o ecossistema filantr\u00f3pico nacional tamb\u00e9m era um desafio que dev\u00edamos enfrentar naquele momento, portanto iniciamos um processo de articula\u00e7\u00e3o com o GIFE (Grupo de Institutos, Funda\u00e7\u00f5es e Empresas), com a ABCR (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Captadores de Recursos), a partir de parcerias e da participa\u00e7\u00e3o em eventos e debates vinculados \u00e0 filantropia nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>E ainda era preciso mobilizar recursos para a Rede, que sem d\u00favida era um dos grandes desafios. Nos primeiros nove meses da minha gest\u00e3o, acabei trabalhando de forma volunt\u00e1ria e essa situa\u00e7\u00e3o implicou uma sobrecarga para o exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o, porque tinha que dar conta n\u00e3o apenas dos desafios da organiza\u00e7\u00e3o, mas de me sustentar financeiramente. Quando assumi a coordena\u00e7\u00e3o da Rede estava consciente desse impasse, entretanto eu tinha a convic\u00e7\u00e3o que ela tinha um grande potencial de contribuir com o campo e, portanto, n\u00e3o podia fechar as portas. N\u00e3o fazia sentido ter nadado tanto para morrer na praia. Digo isso porque \u00e9 importante ressaltar que acompanhei a trajet\u00f3ria da Rede desde a sua cria\u00e7\u00e3o, considerando que eu fui membra, representando o Instituto Rio, uma das organiza\u00e7\u00f5es fundadoras.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Feita essa contextualiza\u00e7\u00e3o, posso dizer que h\u00e1 grandes diferen\u00e7as entre a Rede que eu peguei, em 2017, e a que deixo agora, em 2024. Quando assumi a coordena\u00e7\u00e3o, a Rede contava com nove organiza\u00e7\u00f5es, que inclusive n\u00e3o estavam em plena sintonia, porque demoramos a encontrar nossa identidade e posicionamento comum. A Rede come\u00e7ou como um espa\u00e7o de troca entre pares, de aprender uns com os outros, mas hoje ela tem um papel muito diferente, porque \u00e9 um ator pol\u00edtico no ecossistema da filantropia. E ser um ator pol\u00edtico criou novas exig\u00eancias, implicando a\u00e7\u00f5es vinculadas ao fortalecimento de capacidades dos membros, desafios de comunica\u00e7\u00e3o, de posicionamento e de produ\u00e7\u00e3o de conhecimento. O crescimento se deu n\u00e3o apenas na quantidade de membros (hoje somos 18), mas na \u00e1rea program\u00e1tica e, principalmente, na agenda pol\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje a Rede conta com recursos expressivos, com financiadores importantes. E para essa mudan\u00e7a de papel foi tamb\u00e9m muito relevante a constru\u00e7\u00e3o de uma nova identidade. Os processos de renaming e rebranding vieram no sentido de consolidar a sua atua\u00e7\u00e3o e posicionamento. Hoje a Rede conta uma equipe executiva \u2013 nos primeiros anos eu trabalhei praticamente sozinha, com apoio de algumas consultorias &#8211; com governan\u00e7a estabelecida, e \u00e9 reconhecida no \u00e2mbito nacional, regional e internacional.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Qual o balan\u00e7o que voc\u00ea faz do crescimento da Rede nesses anos?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O crescimento da Rede veio acompanhando e refletindo o crescimento das organiza\u00e7\u00f5es membro, que aconteceu de uma forma bem evidente em termos de sua capacidade de mobilizar recursos, de doa\u00e7\u00e3o, de articula\u00e7\u00e3o e de criar din\u00e2micas inovadoras. O que estava acontecendo no in\u00edcio era uma defasagem entre o crescimento dos membros e uma Rede que estava enfraquecida. O fortalecimento da Rede acompanhou o crescimento da filantropia independente. O balan\u00e7o que fa\u00e7o \u00e9 que houve uma consolida\u00e7\u00e3o da filantropia independente no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-full is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"389\" height=\"817\" src=\"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/WhatsApp-Image-2024-07-25-at-14.38.55.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8688\" style=\"width:237px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/WhatsApp-Image-2024-07-25-at-14.38.55.jpeg 389w, https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2024\/07\/WhatsApp-Image-2024-07-25-at-14.38.55-143x300.jpeg.webp 143w, https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2024\/07\/WhatsApp-Image-2024-07-25-at-14.38.55-6x12.jpeg.webp 6w\" sizes=\"(max-width: 389px) 100vw, 389px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Que estrat\u00e9gias e marcos voc\u00ea destacaria nesse processo?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O lan\u00e7amento do livro \u201cFilantropia de Justi\u00e7a Social, Sociedade Civil e Movimentos Sociais no Brasil\u201d, organizado por mim e&nbsp; lan\u00e7ado em 2018, colet\u00e2nea de artigos que contou com a participa\u00e7\u00e3o expressiva dos membros e parceiros do setor, certamente foi um marco na trajet\u00f3ria porque demonstrou que a Rede continuava viva e tinha muito para contribuir com o campo da filantropia.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O planejamento estrat\u00e9gico realizado em 2019 tamb\u00e9m foi um marco importante, porque nos apresentou rumos, orienta\u00e7\u00f5es e diretrizes para a atua\u00e7\u00e3o. T\u00ednhamos um plano tra\u00e7ado at\u00e9 onde quer\u00edamos chegar, constru\u00eddo de forma participativa com os membros. E esse era um outro desafio que t\u00ednhamos na \u00e9poca, e que vem acompanhando a Rede, o engajamento das organiza\u00e7\u00f5es membro. Conseguimos grandes conquistas a partir do planejamento, inclusive em termos do envolvimento das organiza\u00e7\u00f5es com o seu projeto pol\u00edtico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 alguns <em>turning points<\/em> muito importantes nessa trajet\u00f3ria. No in\u00edcio da minha gest\u00e3o, foi muito importante o relacionamento com o GIFE (especialmente na gest\u00e3o do Jos\u00e9 Marcelo e da Neca Setubal), um parceiro importante&nbsp; que abra\u00e7ou a agenda de filantropia comunit\u00e1ria. Fizemos muitas coisas em parceria, consolidando o relacionamento com um ator estrat\u00e9gico para o setor. Outro ponto destacado foi a mobiliza\u00e7\u00e3o de recursos expressivos com financiadores que continuam nos apoiando at\u00e9 a atualidade: a Inter-American Foundation e a Porticus. E eu diria que o grande ponto de virada foi em 2021, com a integra\u00e7\u00e3o da Rede \u00e0 Alian\u00e7a Giving for Change, vinculada \u00e0 Coopera\u00e7\u00e3o Holandesa, que nos permitiu criar o Programa de Incid\u00eancia e dar muito mais relev\u00e2ncia aos trabalhos que j\u00e1 v\u00ednhamos fazendo, de produ\u00e7\u00e3o de conhecimento, posicionamento e comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O semin\u00e1rio de dez anos da Rede marcou um antes e depois em termos de posicionamento, mostrando que de alguma forma a&nbsp; Rede tinha e tem sentido no ecossistema da filantropia nacional e internacional, com muito a agregar e colaborar.<\/p>\n\n\n\n<p>E particularmente no cen\u00e1rio pol\u00edtico destaco alguns momentos que foram importantes. Quando assumi a Rede em 2017, est\u00e1vamos vivendo uma crise pol\u00edtica complexa no pa\u00eds, que foi se aprofundando at\u00e9 o governo Bolsonaro. Depois tivemos que enfrentar a pandemia, o que foi muito disruptivo e mobilizante para todo mundo. E para as organiza\u00e7\u00f5es membro da Rede tamb\u00e9m. Esses epis\u00f3dios foram relevantes em termos de engajamento, coes\u00e3o,&nbsp; para a cria\u00e7\u00e3o de uma identidade comum e de estrat\u00e9gias&nbsp; colaborativas, n\u00e3o apenas entre a Rede, mas tamb\u00e9m com todo o ecossistema da filantropia. Houve uma consolida\u00e7\u00e3o sobre a relev\u00e2ncia das doa\u00e7\u00f5es para a sociedade civil, uma consci\u00eancia por parte do setor cidad\u00e3o sobre a import\u00e2ncia de criar mecanismos de assist\u00eancia, de repara\u00e7\u00e3o, de apoio aos mais vulner\u00e1veis. Obviamente que isso implicou tamb\u00e9m todo um movimento da filantropia, que efetivamente abriu as suas carteiras para fazer investimentos importantes. E isso tamb\u00e9m trouxe impactos positivos para a Rede e seus membros.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de 2022, entramos em um outro momento, que embora seja muito mais interessante em termos de democracia e agendas, contraditoriamente o setor filantr\u00f3pico passou a perder a for\u00e7a colaborativa constru\u00edda at\u00e9 ent\u00e3o. E n\u00e3o estou falando da Rede, que continua, e cada vez mais, fortalecendo sua colabora\u00e7\u00e3o, mas do ecossistema, que est\u00e1 atuando muito mais na chave da concorr\u00eancia, da competi\u00e7\u00e3o, do que da colabora\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o os desafios continuam existindo. Mas obviamente que a Rede est\u00e1 muito melhor posicionada para enfrentar tudo isso.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quais as perspectivas de futuro?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Rede tem perspectivas de crescimento muito boas. Mas vai ter que estar atenta a um cen\u00e1rio que se apresenta adverso, com a ascens\u00e3o e crescimento da extrema direita no mundo, e tamb\u00e9m no Brasil, e \u00e0 possibilidade de retra\u00e7\u00e3o dos recursos para a filantropia. A Rede est\u00e1 muito bem posicionada perante o cen\u00e1rio, mas a preocupa\u00e7\u00e3o que paira no ar \u00e9 o que vai acontecer com os recursos financeiros, pouco acess\u00edveis para a sociedade civil.<\/p>\n\n\n\n<p>Acredito que a lideran\u00e7a do Jonathas Azevedo tamb\u00e9m vai trazer novas perspectivas e posicionamentos. Por se tratar de uma pessoa jovem que conhece bem a Rede, os membros e os parceiros, e levando em conta a sinergia das suas vis\u00f5es com o trabalho que a gente vem desenvolvendo, \u00e9 uma garantia de continuidade da sua atua\u00e7\u00e3o, mas ao mesmo tempo vai trazer ares renovados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para mim, especificamente, as perspectivas futuras s\u00e3o de continuar colaborando com o setor social, com o campo da filantropia, mas de um outro lugar. Pensando em fazer consultorias, produzir conhecimento, em fazer parcerias desde outro ponto de vista. N\u00e3o perder essa malha colaborativa, de parcerias, esse capital social que foi se construindo. Acho que o momento da Rede traz a necessidade de renovar a lideran\u00e7a, deixando uma marca diferente.<\/p>\n\n\n\n<p>Porque enfim, acho que sa\u00edmos das cinzas, estamos realmente crescendo, ocupando um espa\u00e7o relevante, somos reconhecidos e ganhamos visibilidade, e agora \u00e9 momento de ver como a Rede vai manter e solidificar esse crescimento.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Graciela Hopstein, diretora executiva da Comu\u00e1, se prepara para deixar a Rede no m\u00eas de setembro, ap\u00f3s uma gest\u00e3o de sete anos. De 2017 at\u00e9 2024 foram muitas as conquistas e avan\u00e7os. 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