{"id":7210,"date":"2023-12-11T11:13:00","date_gmt":"2023-12-11T14:13:00","guid":{"rendered":"https:\/\/redecomua.org.br\/?p=7210"},"modified":"2024-01-22T14:05:36","modified_gmt":"2024-01-22T17:05:36","slug":"medindo-o-que-importa-um-pemakna-de-cada-vez","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/en\/medindo-o-que-importa-um-pemakna-de-cada-vez\/","title":{"rendered":"Medindo o que importa, um pemakna de cada vez"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n\n\n\n<p><em>Foto: Pexels<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><em>Por: Kamala Chandrakirana<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>A <a href=\"https:\/\/indonesiauntukkemanusiaan.org\/en\/home\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Indonesia for Humanity<\/a>&nbsp;(IKa) foi criada para apoiar os movimentos pr\u00f3-democracia e os sobreviventes de viola\u00e7\u00f5es aos direitos humanos. A organiza\u00e7\u00e3o foi criada por ativistas para apoiar outros ativistas com pequenos subs\u00eddios. Desde meados da d\u00e9cada de 1990 at\u00e9 o in\u00edcio da d\u00e9cada de 2000, depend\u00edamos principalmente dos doadores. Mas quando a Indon\u00e9sia come\u00e7ou a se democratizar, muitas ag\u00eancias doadoras que nos tinham financiado come\u00e7aram tamb\u00e9m a abrir seus pr\u00f3prios escrit\u00f3rios na Indon\u00e9sia e a IKa perdeu grande parte do seu financiamento. Em 2010, iniciamos uma nova jornada, fazendo experi\u00eancias com a angaria\u00e7\u00e3o local de fundos e a mobiliza\u00e7\u00e3o de recursos locais. Com o tempo, aprendemos que dinheiro n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico recurso; diversos elementos intang\u00edveis, como as redes que contribu\u00edram para a evolu\u00e7\u00e3o da IKa, tamb\u00e9m s\u00e3o recursos.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando iniciamos esse novo percurso, n\u00e3o quer\u00edamos reproduzir a rela\u00e7\u00e3o hier\u00e1rquica que normalmente existe entre doadores e benefici\u00e1rios. Uma das primeiras coisas que consideramos foi a natureza das nossas rela\u00e7\u00f5es com o nosso ecossistema de parceiros e as pessoas que recebem nossos recursos. Vimo-nos como parte de uma comunidade de facilitadores num c\u00edrculo de m\u00faltiplos atores que desempenham pap\u00e9is diferentes, mas posicionados como iguais. Tamb\u00e9m achamos necess\u00e1rio redefinir a forma como medimos o sucesso e explorar uma abordagem diferente \u00e0 medi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por que procurar uma abordagem diferente para a medi\u00e7\u00e3o? Est\u00e1vamos insatisfeitos com o sistema atual, que \u00e9 extrativo e limitador em termos da compreens\u00e3o da complexidade do nosso trabalho. Al\u00e9m disso, era financeiramente invi\u00e1vel para n\u00f3s: h\u00e1 toda uma ind\u00fastria de monitora\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o que adota um padr\u00e3o de pagamento que n\u00f3s nunca conseguir\u00edamos alcan\u00e7ar. Mas tamb\u00e9m n\u00e3o quer\u00edamos simplesmente uma vers\u00e3o mais barata do modelo convencional. Precis\u00e1vamos desenvolver um novo paradigma. Quando convidamos nossos parceiros para participar de uma forma diferente de medi\u00e7\u00e3o, muitos abra\u00e7aram a ideia e compartilharam o qu\u00e3o traum\u00e1tico o modelo convencional havia sido para eles. Tudo isso num momento em que n\u00f3s, a comunidade de ativistas e movimentos da Indon\u00e9sia, pass\u00e1vamos por um per\u00edodo de reflex\u00e3o, ao ver o pa\u00eds retroceder em termos de democracia e direitos humanos.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cQuando iniciamos o novo percurso, n\u00e3o quer\u00edamos reproduzir a rela\u00e7\u00e3o hier\u00e1rquica que normalmente existe entre doadores e benefici\u00e1rios.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Naquele momento, em 2018, quando come\u00e7\u00e1vamos a ter essas conversas, j\u00e1 tinham se passado 20 anos desde o <a href=\"https:\/\/www.globalasia.org\/v17no1\/focus\/indonesias-slow-dance-of-reform-has-backward-steps-as-well-as-forward_jet-damazo-santos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">movimento reformista<\/a> da Indon\u00e9sia que p\u00f4s fim ao regime autorit\u00e1rio em 1998. Mas em 2018, as <a href=\"https:\/\/pursuit.unimelb.edu.au\/articles\/20-years-after-soeharto-is-indonesia-s-era-reformasi-over\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">pr\u00e1ticas <\/a>autorit\u00e1rias come\u00e7aram a ressurgir. O discurso pol\u00edtico nas bases mostrou que uma for\u00e7a grande e dominante tomara conta da imagina\u00e7\u00e3o das massas, especificamente da extrema direita religiosa. T\u00ednhamos levantado algumas quest\u00f5es muito espec\u00edficas \u2013 como, por exemplo, qual tinha sido a nossa efic\u00e1cia enquanto movimento? Isso porque as coisas pioraram depois de 20 anos de trabalho t\u00e3o duro. Naquele momento de reflex\u00e3o, propusemos discuss\u00f5es com os l\u00edderes do movimento para tentar entender a nossa efic\u00e1cia, para refletir e aprender com a jornada, e compreender a import\u00e2ncia que teria essa pr\u00e1tica para a sustentabilidade do pr\u00f3prio movimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, lemos v\u00e1rios documentos, incluindo uma reflex\u00e3o de Robert Chambers intitulada <em>Can We Know Better?<\/em> (Podemos Ser Mais S\u00e1bios?) Ele escreveu: \u201cpara tornar real a nossa ret\u00f3rica, precisamos clamar por uma revolu\u00e7\u00e3o no conhecimento, no pensamento e na pr\u00e1tica do desenvolvimento em todos os lugares, temos que transformar a forma como vemos as coisas, como nos comportamos, como interagimos, aprendemos e sabemos, e o que fazemos\u201d. Sentimo-nos representados pela convic\u00e7\u00e3o de Robert Chambers de que o conhecimento n\u00e3o \u00e9 singular e existem diversos conhecimentos. Lemos tamb\u00e9m <a href=\"https:\/\/globalfundcommunityfoundations.org\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/MeasuringWhatMatters.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Measuring What Matters<\/em><\/a> (Medindo o que Importa), de Dana R. H. Doan e Barry Knight, que remete o trabalho de Richard Tarnas, <em>Cosmos and Psyche: Intimations of a New World View<\/em> (Cosmos e Psique: Insinua\u00e7\u00f5es de uma Nova Vis\u00e3o de Mundo): \u201cpara entender melhor a vida e o cosmos, talvez tenhamos que transformar n\u00e3o apenas as nossas mentes, mas tamb\u00e9m os nossos cora\u00e7\u00f5es. Isso porque o ser como um todo, corpo e alma, mente e esp\u00edrito, est\u00e3o envolvidos. Talvez tenhamos que ir n\u00e3o apenas para o alto e avante, mas tamb\u00e9m para dentro e fundo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir da\u00ed, embarcamos em um processo que n\u00e3o consistia apenas de revisar, avaliar ou medir nosso trabalho, mas tamb\u00e9m de construir conhecimento sobre n\u00f3s mesmos enquanto movimento social. Analisamos os quatro crit\u00e9rios de sucesso para um sistema de medi\u00e7\u00e3o alternativo em Medindo o que Importa: \u201cDeve ser \u00fatil e utilizado. Deve ser facilmente adapt\u00e1vel a diferentes contextos e interesses; deve trazer inspira\u00e7\u00e3o em vez de padroniza\u00e7\u00e3o. Deve ser confi\u00e1vel e capacitar as pessoas e comunidades que queremos servir\u201d. Al\u00e9m disso, tinha que ser acess\u00edvel para uma organiza\u00e7\u00e3o pequena como a nossa, que quer continuar pequena e n\u00e3o se tornar uma grande organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cO que estamos fazendo enquanto fundo \u00e9 viabilizar os passos intermedi\u00e1rios para uma mudan\u00e7a que possivelmente s\u00f3 vir\u00e1 depois de uma gera\u00e7\u00e3o inteira \u2013 talvez 25 anos \u2013 pois \u00e9 assim que acontece a transforma\u00e7\u00e3o de verdade.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, qual \u00e9 a abordagem que buscamos e qual a sua diferen\u00e7a? Primeiro, havia uma quest\u00e3o de linguagem. N\u00e3o quer\u00edamos usar o termo \u201cmonitoramento e avalia\u00e7\u00e3o\u201d. Em vez disso, criamos um novo vocabul\u00e1rio que deriva da palavra \u201c<em>makna<\/em>\u201d, que significa significado. A essa palavra acrescentamos o prefixo \u201cpe\u201d e o sufixo \u201can\u201d, tornando-a \u201c<em>pemaknaan<\/em>\u201d, que significa o ato de atribuir significado. A partir disso, criamos uma nova palavra que \u00e9 \u201c<em>Pemakna<\/em>\u201d, que significa o indiv\u00edduo que realiza a atribui\u00e7\u00e3o de significado. Tudo isso baseou-se na gram\u00e1tica indon\u00e9sia.<\/p>\n\n\n\n<p>O Pemakna \u00e9 reconhecido como parte da nossa comunidade de facilitadores. Definimos o processo de pemaknaan como \u201cum processo baseado no di\u00e1logo que constr\u00f3i uma compreens\u00e3o contextual, propicia reconhecimento afirmativo e envolve observa\u00e7\u00f5es cr\u00edtico-construtivas relacionadas aos esfor\u00e7os iniciados por organiza\u00e7\u00f5es parceiras e as suas respectivas comunidades\u201d. Esse processo pretende fortalecer, de forma reflexiva e estrat\u00e9gica, as chances que os movimentos sociais t\u00eam de alcan\u00e7ar mudan\u00e7as transformadoras.<\/p>\n\n\n\n<p>O que medimos \u00e9 a capacidade transformadora dos nossos parceiros e suas iniciativas. Na nossa vis\u00e3o, capacidade transformadora significa ter a inten\u00e7\u00e3o, a estrat\u00e9gia e a capacidade de tomar medidas preliminares ou intermedi\u00e1rias para alcan\u00e7ar a mudan\u00e7a transformadora. Embora sejamos uma organiza\u00e7\u00e3o pequena que concede pequenos financiamentos a organiza\u00e7\u00f5es de base, tamb\u00e9m pequenas, a nossa pauta e prop\u00f3sito s\u00e3o gigantes: promover a transforma\u00e7\u00e3o social. Quer\u00edamos encontrar uma forma de dizer com seguran\u00e7a que recursos modestos para pequenas iniciativas podem contribuir para mudan\u00e7as transformadoras, se houver inten\u00e7\u00e3o, estrat\u00e9gia e capacidade. O que estamos fazendo enquanto fundo \u00e9 viabilizar os passos intermedi\u00e1rios para uma mudan\u00e7a que possivelmente s\u00f3 vir\u00e1 depois de uma gera\u00e7\u00e3o inteira \u2013 talvez 25 anos \u2013 pois \u00e9 assim que acontece a transforma\u00e7\u00e3o de verdade.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos princ\u00edpios do nosso m\u00e9todo \u00e9 celebrar a subjetividade. Isso contrasta com o objetivo predominante de medir objetivamente. Trazemos pensadores-ativistas experientes que contribuem experi\u00eancias ricas, profundas e por vezes at\u00e9 mesmo dolorosas da luta por mudan\u00e7as transformadoras em circunst\u00e2ncias dif\u00edceis. Acreditamos que esse contexto contribuir\u00e1 positivamente para dar sentido \u00e0s iniciativas comunit\u00e1rias que apoiamos. Queremos que o nosso processo abra espa\u00e7os coletivos para aprendizagem compartilhada, envolvendo uma abordagem relacional baseada na confian\u00e7a e na aten\u00e7\u00e3o plena. Tudo isso deve ser feito com base na \u00e9tica do cuidado.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cUm dos princ\u00edpios do nosso m\u00e9todo \u00e9 celebrar a subjetividade.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>O outro elemento distintivo do nosso modelo \u00e9 a representatividade. Quem est\u00e1 realizando o ato de atribuir sentido? N\u00e3o quer\u00edamos cham\u00e1-los de avaliadores. N\u00f3s os cham\u00e1vamos de pemakna \u2013 um observador-mentor qualificado, com boa compreens\u00e3o das din\u00e2micas sociais, pol\u00edticas e econ\u00f4micas da sociedade, que defende a justi\u00e7a, os direitos humanos e a sustentabilidade ecol\u00f3gica. Essa pessoa tamb\u00e9m deve se mostrar disposta a atuar com independ\u00eancia e esp\u00edrito de solidariedade. Procuramos pessoas que se encontram dentro do movimento, mas que ainda sejam capazes de agir e analisar com independ\u00eancia. Tamb\u00e9m procuramos pessoas que trabalhem por solidariedade, pois n\u00e3o pagamos bem por isso. Pagamos ao pemakna o equivalente ao sal\u00e1rio mensal de um motorista de \u00f4nibus. Os pemakna devem ser atuantes na sua comunidade, devem ter conhecimentos individuais e interesse em contribuir para a constru\u00e7\u00e3o do conhecimento na busca da transforma\u00e7\u00e3o social. Quando convidamos pessoas para atuar como pemakna, n\u00e3o pedimos que nos ajudem a analisar nossas doa\u00e7\u00f5es. O que lhes propomos \u00e9: \u201cQuer se juntar a n\u00f3s na constru\u00e7\u00e3o de conhecimento do zero sobre o trabalho de transforma\u00e7\u00e3o social?\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A abordagem pemaknaan fundamenta-se na subjetividade do pemakna, que traz um determinado ponto de vista e uma compreens\u00e3o espec\u00edfica, relevante para fortalecer o trabalho dos movimentos em vista da transforma\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro passo \u00e9 procurar parceiros locais interessados nesse exerc\u00edcio de constru\u00e7\u00e3o de conhecimento. E a\u00ed trabalhamos com eles para entender as suas necessidades de aprendizagem. Perguntamos que tipo de aprendizagem necessitam, e em seguida, perguntamos: se f\u00f4ssemos buscar um pemakna para atender \u00e0s suas necessidades, que tipo de crit\u00e9rio gostariam que consider\u00e1ssemos? Com base nisso, identificamos os candidatos e perguntamos se est\u00e3o dispostos a atuar como pemakna. Fazemos uma sess\u00e3o de orienta\u00e7\u00e3o para apresentar o modelo \u2013 pois \u00e9 relativamente novo. Depois disso, cada pemakna interage diretamente com os parceiros locais espec\u00edficos. Al\u00e9m disso, realizamos sess\u00f5es de aprendizagem cruzada entre os pemakna para que eles tamb\u00e9m possam aprender uns com os outros. Depois de fazerem suas anota\u00e7\u00f5es, reunimos todos para compartilhar o que aprenderam e discutir op\u00e7\u00f5es para avan\u00e7ar. Todo o processo \u00e9 auxiliado por um facilitador de aprendizagem. Os pemakna que selecionamos tendem a ser pessoas reflexivas, que gostam de escrever e t\u00eam muitos anos de experi\u00eancia. Estamos bem posicionados para encontrar essas pessoas porque o IKa faz parte do ecossistema dos movimentos sociais. N\u00e3o chamamos seus textos de relat\u00f3rios, mas sim de notas, indicando que se trata de conversas em andamento, sem aquele sentido de finalidade que a palavra \u201crelat\u00f3rio\u201d tende a transmitir.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cN\u00e3o chamamos seus textos de relat\u00f3rios, mas sim de notas, indicando que se trata de conversas em andamento, sem aquele sentido de finalidade que a palavra \u2018relat\u00f3rio\u2019 tende a transmitir.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Para celebrar e localizar a subjetividade de cada pemakna, pedimos que escrevam um pouco sobre quem s\u00e3o e qual a sua relev\u00e2ncia para a miss\u00e3o das organiza\u00e7\u00f5es locais com que v\u00e3o trabalhar. Pedimos ent\u00e3o que discorram sobre o seu entendimento do campo e a din\u00e2mica das opera\u00e7\u00f5es dos nossos parceiros locais. Pedimos tamb\u00e9m que compartilhem conosco as suas observa\u00e7\u00f5es sobre o processo de di\u00e1logo com os parceiros. A partir da\u00ed eles apresentam algumas conclus\u00f5es sobre as suas impress\u00f5es da capacidade transformadora dos parceiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Nosso trabalho visa ao aprendizado no longo prazo, considerando que, com o tempo, construiremos novos conhecimentos e insights do zero. A abordagem pemakna foi concebida como uma alternativa aos modelos convencionais de monitora\u00e7\u00e3o, avalia\u00e7\u00e3o e aprendizagem (MAA), historicamente concebidos pelos doadores, e \u00e9 aplicada como uma complementa\u00e7\u00e3o (e n\u00e3o em substitui\u00e7\u00e3o) dos mesmos. Para n\u00f3s, reconhecer a multiplicidade e a diversidade de prop\u00f3sitos \u00e9 crucial para medir as realidades complexas da transforma\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><em><br><\/em><strong>Kamala Chandrakirana<\/strong> \u00e9 membro do Conselho Executivo da organiza\u00e7\u00e3o Indonesia for Humanity (IKa).<\/p>\n\n\n\n<p>Originally published in: <a href=\"https:\/\/shiftthepower.org\/2022\/11\/28\/measuring-what-matters-one-pemakna-at-a-time\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/shiftthepower.org\/2022\/11\/28\/measuring-what-matters-one-pemakna-at-a-time\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Indonesia for Humanity\u00a0(IKa) foi criada para apoiar os movimentos pr\u00f3-democracia e os sobreviventes de viola\u00e7\u00f5es aos direitos humanos. A organiza\u00e7\u00e3o foi criada por ativistas para apoiar outros ativistas com pequenos subs\u00eddios. Desde meados da d\u00e9cada de 1990 at\u00e9 o in\u00edcio da d\u00e9cada de 2000, depend\u00edamos principalmente dos doadores. Mas quando a Indon\u00e9sia come\u00e7ou a se democratizar, muitas ag\u00eancias doadoras que nos tinham financiado come\u00e7aram tamb\u00e9m a abrir seus pr\u00f3prios escrit\u00f3rios na Indon\u00e9sia e a IKa perdeu grande parte do seu financiamento. Em 2010, iniciamos uma nova jornada, fazendo experi\u00eancias com a angaria\u00e7\u00e3o local de fundos e a mobiliza\u00e7\u00e3o de recursos locais. Com o tempo, aprendemos que dinheiro n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico recurso; diversos elementos intang\u00edveis, como as redes que contribu\u00edram para a evolu\u00e7\u00e3o da IKa, tamb\u00e9m s\u00e3o recursos.<\/p>","protected":false},"author":2,"featured_media":7215,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[100,102,147],"tags":[],"class_list":["post-7210","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-medindo-o-que-importa","category-shiftthepower","category-transforma-recomenda"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7210","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7210"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7210\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7215"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7210"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7210"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7210"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}