{"id":11353,"date":"2025-06-06T17:13:21","date_gmt":"2025-06-06T20:13:21","guid":{"rendered":"https:\/\/redecomua.org.br\/?p=11353"},"modified":"2025-06-09T18:12:08","modified_gmt":"2025-06-09T21:12:08","slug":"instituto-clima-e-sociedade-completa-dez-anos-apoiando-a-agenda-climatica-e-se-movimenta-para-a-cop30","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/en\/instituto-clima-e-sociedade-completa-dez-anos-apoiando-a-agenda-climatica-e-se-movimenta-para-a-cop30\/","title":{"rendered":"Instituto Clima e Sociedade completa dez anos apoiando a agenda clim\u00e1tica e se movimenta para a COP30"},"content":{"rendered":"<p><em><sub>Foto: Barbara Brito-Divulgacao\/iCS <\/sub><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O Instituto Clima e Sociedade completou dez anos de atua\u00e7\u00e3o em 2025, em um cen\u00e1rio bastante peculiar: a realiza\u00e7\u00e3o de uma Confer\u00eancia de Clima da ONU no Brasil, a COP30. Criada logo ap\u00f3s o Acordo de Paris, em 2015, a organiza\u00e7\u00e3o apoia o enfrentamento das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas por meio do emprego de m\u00faltiplas abordagens e ferramentas, atuando junto a diversos segmentos da sociedade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje s\u00e3o mais de 200 institui\u00e7\u00f5es apoiadas, desde o universo acad\u00eamico at\u00e9 representa\u00e7\u00f5es de sociedade civil, dos ind\u00edgenas \u00e0s comunidades perif\u00e9ricas do Rio de Janeiro. Desde a cria\u00e7\u00e3o, foram mais de 400 apoiadas, somando R$ 580 milh\u00f5es em doa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Maria Netto, atual diretora executiva do iCS, conversou com a Rede Comu\u00e1 sobre expectativas para a COP30, a contribui\u00e7\u00e3o do Instituto para a pauta clim\u00e1tica nesses dez anos e a atua\u00e7\u00e3o, mais recente, na agenda da adapta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO iCS fez quest\u00e3o de colocar recursos apartados para isso. E tem v\u00e1rias formas, de acordo com as necessidades, de trabalhar a agenda de adapta\u00e7\u00e3o. A primeira \u00e9 refor\u00e7ar a capacidade dos territ\u00f3rios e popula\u00e7\u00f5es mais vulner\u00e1veis. A gente tem apoiado diferentes tipos de donat\u00e1rios: por exemplo, popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas na Amaz\u00f4nia &#8211; vulnerabilizadas pelo aumento da temperatura, dos inc\u00eandios e queimadas -, pequenos agricultores no Cerrado &#8211; que tamb\u00e9m sofreram com a temperatura e seca -, popula\u00e7\u00f5es de comunidades cariocas, que sofrem com ondas de calor. S\u00e3o problemas diferentes e cada um tem uma forma de se adaptar. Por outro lado, a gente tamb\u00e9m precisa de um trabalho cient\u00edfico, porque n\u00e3o adianta s\u00f3 refor\u00e7ar essas comunidades sem pensar e ter ferramentas que mudem a forma de planejar.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O Instituto Clima e Sociedade completa dez anos em 2025 apoiando o enfrentamento \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas por meio de m\u00faltiplas abordagens e ferramentas junto a organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil. Que balan\u00e7o voc\u00ea faz dessa atua\u00e7\u00e3o e da contribui\u00e7\u00e3o para o quadro nacional e mundial?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 10 anos, com a ado\u00e7\u00e3o do acordo de Paris, pela primeira vez a maioria dos pa\u00edses chegava \u00e0 conclus\u00e3o de que era preciso trabalhar juntos, tendo uma meta comum de dez anos \u00e0 frente, para estabilizar os gases de efeito de estufa na atmosfera e manter o aumento da temperatura no m\u00e1ximo em 1.5 \u00b0C. Infelizmente, n\u00e3o chegamos t\u00e3o pr\u00f3ximos da meta, mas sabemos que o pa\u00eds tem &#8211; e sempre teve, desde aquela \u00e9poca &#8211; um potencial enorme de escalar as suas energias renov\u00e1veis. Tem, e j\u00e1 tinha naquele momento, uma rede el\u00e9trica com uma pegada de carbono muito limpa e um grande potencial de reduzir emiss\u00f5es, al\u00e9m do potencial de remo\u00e7\u00e3o de gases de efeito de estufa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Naquele momento, o iCS ainda trabalhava para que a import\u00e2ncia do tema fosse reconhecida, e muito do que fazia era no sentido de come\u00e7ar esse campo no Brasil. Como filantropia, atuava mais com foco em cidade, nas quest\u00f5es de transporte e energia. Crescentemente, foi entrando na quest\u00e3o principal, onde ocorrem as maiores emiss\u00f5es do Brasil: uso da terra. Tamb\u00e9m passamos por diferentes momentos pol\u00edticos e, infelizmente, o desmatamento, por exemplo, que estava perto de zero, aumentou muito no pa\u00eds nos \u00faltimos anos, o que fez com que o iCS passasse a atuar cada vez mais nessa \u00e1rea. Hoje temos uma grande agenda de implementa\u00e7\u00e3o, que precisamos fazer acontecer, acreditando que ela deve estar integrada com o desenvolvimento brasileiro, com a competitividade da nossa economia em rela\u00e7\u00e3o ao resto do mundo e com os impactos para as pessoas no dia a dia. Portanto, a grande mudan\u00e7a do iCS de l\u00e1 para c\u00e1 foi avan\u00e7ar, a partir de uma ambi\u00e7\u00e3o global, at\u00e9 a cria\u00e7\u00e3o de um ecossistema no Brasil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"600\" src=\"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2025\/06\/Comua-Evento-do-Nature-Investment-Lab-Marcelo-Pereira-Fotoka-Divulgacao-NIL-1024x600.jpeg.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-11379\" srcset=\"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2025\/06\/Comua-Evento-do-Nature-Investment-Lab-Marcelo-Pereira-Fotoka-Divulgacao-NIL-1024x600.jpeg.webp 1024w, https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2025\/06\/Comua-Evento-do-Nature-Investment-Lab-Marcelo-Pereira-Fotoka-Divulgacao-NIL-300x176.jpeg.webp 300w, https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2025\/06\/Comua-Evento-do-Nature-Investment-Lab-Marcelo-Pereira-Fotoka-Divulgacao-NIL-768x450.jpeg.webp 768w, https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2025\/06\/Comua-Evento-do-Nature-Investment-Lab-Marcelo-Pereira-Fotoka-Divulgacao-NIL-18x12.jpeg.webp 18w, https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Comua-Evento-do-Nature-Investment-Lab-Marcelo-Pereira-Fotoka-Divulgacao-NIL.jpeg 1273w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Evento do Nature Investment Lab &#8211; Marcelo Pereira &#8211; Fotoka &#8211; Divulga\u00e7\u00e3o NIL<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Hoje apoiamos mais de 200 institui\u00e7\u00f5es, desde o universo acad\u00eamico at\u00e9 representa\u00e7\u00f5es de sociedade civil, dos ind\u00edgenas \u00e0s comunidades perif\u00e9ricas do Rio de Janeiro. Todo mundo precisa estar envolvido nessa agenda. Ainda tivemos um papel fundamental nos \u00faltimos quatro anos para promover a necessidade de se manter a floresta em p\u00e9 e de reverter o desmatamento na Amaz\u00f4nia. Ao mesmo tempo, promovemos o di\u00e1logo entre a sociedade civil, o setor privado e setor p\u00fablico, porque a implementa\u00e7\u00e3o diz respeito a quest\u00f5es pr\u00e1ticas: capacidade de investir, acesso a cr\u00e9dito, capacidade t\u00e9cnica para realizar projetos, entender as limita\u00e7\u00f5es e as oportunidades. Hoje n\u00e3o somos apenas financiadores, mas um espa\u00e7o onde as entidades apoiadas conversam entre elas, trocam informa\u00e7\u00f5es, geram conhecimento e trabalham juntas, porque ampliam seu impacto quando atuam como um ecossistema.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como v\u00ea a necessidade de se investir em adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e de que forma o iCS vem atuando em rela\u00e7\u00e3o ao tema?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De forma exponencial, a frequ\u00eancia e intensidade dos eventos clim\u00e1ticos v\u00eam aumentando e a gente sentiu isso na pele, no ano passado, com as inunda\u00e7\u00f5es no Sul, o aumento de temperatura na Amaz\u00f4nia, que levou a uma seca no Brasil inteiro, e os inc\u00eandios que vulnerabilizaram ainda mais as popula\u00e7\u00f5es que naturalmente t\u00eam menos capacidade de responder e se adaptar. Tudo isso criou a necessidade, para o iCS, de promover a agenda de adapta\u00e7\u00e3o, porque n\u00e3o podemos mais evitar o fato de que esses eventos continuar\u00e3o acontecendo. Portanto, n\u00e3o s\u00f3 precisamos reduzir as emiss\u00f5es e promover a nossa matriz energ\u00e9tica limpa, como tamb\u00e9m trabalhar para capacitar, sobretudo os mais vulner\u00e1veis, para que possam responder aos impactos do clima.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 preciso tamb\u00e9m entender como o planejamento dos governos e de investidores leva em considera\u00e7\u00e3o os impactos da n\u00e3o-a\u00e7\u00e3o, que s\u00e3o os impactos do clima. E como investir em atividades mais resilientes, por exemplo, nas infraestruturas costeiras, nas cidades, na qualidade de vida &#8211; sobretudo nas \u00e1reas perif\u00e9ricas, como as comunidades cariocas, por exemplo, onde as pessoas sentem as ondas de calor e n\u00e3o t\u00eam necessariamente um ambiente adequado para isso. Tudo isso cria novas necessidades e \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o para as quais o iCS est\u00e1 olhando com mais cuidado, tais como o impacto em comunidades, territ\u00f3rios, sa\u00fade, infraestruturas. Sem esquecer da agricultura, porque o Brasil depende muito do setor econ\u00f4mico agr\u00edcola, que \u00e9 particularmente vulner\u00e1vel \u00e0 mudan\u00e7a do clima.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O Instituto tem como vis\u00e3o um Brasil carbono negativo com crescimento e justi\u00e7a social at\u00e9 2100, compat\u00edvel com 1.5 graus. Como estamos, como pa\u00eds, nesse caminho, inclusive nas quest\u00f5es de adapta\u00e7\u00e3o?<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil tem grande vantagem porque possui oportunidades \u00fanicas a n\u00edvel global, com as suas solu\u00e7\u00f5es baseadas na natureza, a possibilidade de remover g\u00e1s de efeito estufa e a recupera\u00e7\u00e3o de pastagens e de \u00e1reas degradadas, por exemplo. Al\u00e9m disso, no setor energ\u00e9tico, nossa matriz \u00e9 muito limpa, que pode ser escalada e oferecer oportunidades de grandes investimentos e criar cadeias de valor, inclusive para atrair ind\u00fastrias internacionais. Agora, para que isso se transforme em vantagem competitiva \u00e9 preciso entender como essas oportunidades podem ser desenvolvidas, e pensando, sobretudo, no benef\u00edcio local. O iCS tem olhado para a possibilidade de atrelar essas oportunidades a um pensamento de desenvolvimento territorial, de oferecer energia renov\u00e1vel criando cadeias de investimentos &#8211; que sejam ind\u00fastrias de abatimento de g\u00e1s efeito estufa caro, que gerem empregos, renda e benef\u00edcios para a sociedade. Para isso, a gente precisa olhar a agenda do clima vinculada a uma vis\u00e3o ampla de desenvolvimento local.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O mesmo acontece com a agenda de adapta\u00e7\u00e3o. Como j\u00e1 atingimos um n\u00edvel de temperatura m\u00e9dia global que leva a impactos cada vez mais frequentes e intensos, \u00e9 preciso mudar a forma de pensar e planejar as cidades, a agricultura etc. Temos um grande desafio, at\u00e9 do sistema financeiro como um todo, que fica vulner\u00e1vel frente a esses impactos econ\u00f4micos. No ano passado, na inunda\u00e7\u00e3o no Sul, apenas 5% das perdas eram asseguradas. Isso \u00e9 muito grave. S\u00e3o perdas econ\u00f4micas na veia dos governos subnacionais, do federal e do setor privado. Como inverter isso? O Brasil ainda tem muito por fazer. Precisamos criar ferramentas, capacidade de poder, entender melhor essas vulnerabilidades e integr\u00e1-las no planejamento de investimento de longo prazo do setor privado, dos bancos, dos seguros, do governo. Esses riscos hoje n\u00e3o est\u00e3o bem contabilizados. E o iCS considera importante ajudar o Brasil a integrar esses riscos, a se preparar melhor, a entender que o custo de se adaptar, de ter uma infraestrutura resiliente, de mudar uma pr\u00e1tica de agricultura pode parecer alto no curto prazo, mas no longo prazo \u00e9 menor. Porque os riscos que antigamente se considerava &#8220;de for\u00e7a maior&#8221; passaram a ser recorrentes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em outras palavras, temos um trabalho grande a ser feito, que requer conscientiza\u00e7\u00e3o dos setores econ\u00f4micos, dos governos. E as popula\u00e7\u00f5es mais afetadas precisam ter capacidade de participa\u00e7\u00e3o para pedir, de forma sofisticada, o que precisam.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Esse \u00e9 um ano particularmente movimentado em rela\u00e7\u00e3o ao clima para o Brasil, com a realiza\u00e7\u00e3o da COP30 em Bel\u00e9m e um claro chamado \u00e0 a\u00e7\u00e3o. Quais s\u00e3o as expectativas para o evento?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A gente v\u00ea a COP 30 como vitrine de oportunidades para o Brasil. Primeiro, para mostrar o quanto o pa\u00eds pode ajudar nessa agenda. Por exemplo, o iCS tem apoiado muito a escalagem da bioeconomia, a restaura\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas, tem feito um trabalho grande no Nordeste para mostrar o seu potencial de trazer investimentos em ind\u00fastrias descarbonizadas, al\u00e9m do trabalho com comunidades ind\u00edgenas, com projetos para reduzir a vulnerabilidade a inc\u00eandios na Amaz\u00f4nia etc. E a gente pode mostrar que j\u00e1 existe no Brasil uma sociedade e um setor privado pujantes que est\u00e3o fazendo coisas no terreno. Em segundo lugar, claro, esperamos que a COP 30 seja um sucesso e traga para a pr\u00f3xima d\u00e9cada o n\u00edvel de ambi\u00e7\u00e3o que precisamos. A gente ter\u00e1 uma meta, de dez anos, que vamos precisar cumprir. Que seja uma meta ambiciosa, de continuar a agenda de 1.5 \u00b0C, de manter o Acordo de Paris vivo e de mostrar que vamos conseguir levantar o financiamento necess\u00e1rio para essa implementa\u00e7\u00e3o. Pensando na geopol\u00edtica global, um ponto importante \u00e9 refor\u00e7ar o papel que o Brasil pode ter no multilateralismo e a necessidade, apesar de certos pa\u00edses n\u00e3o estarem no jogo do multilateralismo, de fazermos a agenda avan\u00e7ar. Porque a gente precisa de uma solu\u00e7\u00e3o global.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" data-src=\"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2025\/06\/Comua-Bioeconomia_acai_TI-Amapa-1-IEPE-Divulgacao-1-768x1024.jpg.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-11381 lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 768px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 768\/1024;width:656px;height:auto\" data-srcset=\"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2025\/06\/Comua-Bioeconomia_acai_TI-Amapa-1-IEPE-Divulgacao-1-768x1024.jpg.webp 768w, https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2025\/06\/Comua-Bioeconomia_acai_TI-Amapa-1-IEPE-Divulgacao-1-225x300.jpg.webp 225w, https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2025\/06\/Comua-Bioeconomia_acai_TI-Amapa-1-IEPE-Divulgacao-1-1152x1536.jpg.webp 1152w, https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2025\/06\/Comua-Bioeconomia_acai_TI-Amapa-1-IEPE-Divulgacao-1-1536x2048.jpg.webp 1536w, https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2025\/06\/Comua-Bioeconomia_acai_TI-Amapa-1-IEPE-Divulgacao-1-9x12.jpg.webp 9w, https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2025\/06\/Comua-Bioeconomia_acai_TI-Amapa-1-IEPE-Divulgacao-1-scaled.jpg.webp 1920w\" data-sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em> IEPE\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Muito tem se falado, nesse caminho rumo \u00e0 COP30, sobre adapta\u00e7\u00e3o e apoio a solu\u00e7\u00f5es locais elaboradas por grupos e comunidades para seus territ\u00f3rios, uma agenda que vinha tendo pouco destaque. Como o iCS v\u00ea o financiamento para essa agenda, e como tem atuado em apoio a ela junto \u00e0 sociedade civil?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Essa \u00e9 uma agenda que, como eu disse, integramos recentemente. Os doadores internacionais tendem a ver isso como um problema local, ent\u00e3o, muitas vezes, a dificuldade de financiar e apoiar a adapta\u00e7\u00e3o vem do fato de que ela \u00e9 localizada. Estamos falando de popula\u00e7\u00f5es vulner\u00e1veis sendo mais impactadas: se voc\u00ea j\u00e1 vive mal e acontece uma onda de calor, uma inunda\u00e7\u00e3o, uma seca, voc\u00ea vai sofrer mais os impactos. Mas, infelizmente, quando se fala de recursos internacionais, o interesse pelo Brasil costuma ser maior como solu\u00e7\u00e3o global para mitiga\u00e7\u00e3o, e menor como apoio para a melhoria local, que nem sempre tem benef\u00edcios aparentes. \u00c9 neste ponto que a filantropia nacional tem um papel particularmente importante de colaborar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O iCS fez quest\u00e3o de colocar recursos apartados para isso. E tem v\u00e1rias formas, de acordo com as necessidades, de trabalhar a agenda de adapta\u00e7\u00e3o. A primeira \u00e9 refor\u00e7ar a capacidade dos territ\u00f3rios e popula\u00e7\u00f5es mais vulner\u00e1veis. A gente tem apoiado diferentes tipos de donat\u00e1rios: por exemplo, popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas na Amaz\u00f4nia &#8211; vulnerabilizadas pelo aumento da temperatura, dos inc\u00eandios e queimadas -, pequenos agricultores no Cerrado &#8211; que tamb\u00e9m sofreram com a temperatura e seca -, popula\u00e7\u00f5es de comunidades cariocas, que sofrem com ondas de calor. S\u00e3o problemas diferentes e cada um tem uma forma de se adaptar. Por outro lado, a gente tamb\u00e9m precisa de um trabalho cient\u00edfico, porque n\u00e3o adianta s\u00f3 refor\u00e7ar essas comunidades sem pensar e ter ferramentas que mudem a forma de planejar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Poderia citar alguns projetos apoiados pelo iCS?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Continuando no \u00e2mbito da adapta\u00e7\u00e3o, apoiamos trabalhos importantes, como a plataforma Adapta Brasil, gerida pelo INPE, que ainda n\u00e3o tem granularidade e informa\u00e7\u00f5es que possam ser usadas como ferramentas de planejamento pelas popula\u00e7\u00f5es locais, governos, seguradoras, bancos, investidores. Ent\u00e3o, temos feito um esfor\u00e7o para refor\u00e7ar e melhorar a utiliza\u00e7\u00e3o e o formato dessa plataforma, para prever quais zonas v\u00e3o ter mais calor, mais chuvas, mais secas. Como vou planejar uma casa em zona costeira? Como planejar uma \u00e1rea agr\u00edcola e mudar minhas pr\u00e1ticas?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 na \u00e1rea de bioeconomia, atuamos, por exemplo, com a cadeia de castanha do norte amaz\u00f4nico. Como torn\u00e1-la mais atrativa, promovendo a floresta em p\u00e9 e a cria\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios para a popula\u00e7\u00e3o local? Como ajudar a bioeconomia da castanha, do a\u00e7a\u00ed e de outros produtos amaz\u00f4nicos? Temos visto a necessidade de trabalhar com diferentes tipos de articula\u00e7\u00f5es, como o Red\u00e1rio, apoiando viveiros e sement\u00e1rios para viabilizar uma escala de esp\u00e9cies nativas. A gente tamb\u00e9m ajuda startups e organiza\u00e7\u00f5es para estimular a forma\u00e7\u00e3o de cooperativas, porque pequenos produtores devem trabalhar juntos, e precisam de cr\u00e9dito, de um mercado e de infraestrutura para chegar ao comprador.<\/p>\n\n\n\n<p>O iCS tem olhado as coisas de forma ecossist\u00eamica. N\u00e3o s\u00f3 na \u00e1rea de bioeconomia, mas tamb\u00e9m na descarboniza\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria e nos renov\u00e1veis no Nordeste. O Brasil tem potencial de atrair investimentos internacionais, que chamamos de powershoring, mas antes precisamos capacitar os governos subnacionais para fazerem o planejamento local.&nbsp; Atuamos com organiza\u00e7\u00f5es do Nordeste que fazem estudos de potencial e acompanham os governos na cria\u00e7\u00e3o de uma &#8220;f\u00e1brica de projetos&#8221;, entendendo o que precisa ser feito para atrair investimentos que tragam uma perspectiva local e ajudar a incluir as popula\u00e7\u00f5es nos desenhos desses projetos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" data-src=\"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2025\/06\/Comua-Formacao-de-mulheres-brigadistas-indigenas-pelo-CIR-iCS-divulgacao-1024x768.jpeg.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-11382 lazyload\" data-srcset=\"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2025\/06\/Comua-Formacao-de-mulheres-brigadistas-indigenas-pelo-CIR-iCS-divulgacao-1024x768.jpeg.webp 1024w, https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2025\/06\/Comua-Formacao-de-mulheres-brigadistas-indigenas-pelo-CIR-iCS-divulgacao-300x225.jpeg.webp 300w, https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2025\/06\/Comua-Formacao-de-mulheres-brigadistas-indigenas-pelo-CIR-iCS-divulgacao-768x576.jpeg.webp 768w, https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2025\/06\/Comua-Formacao-de-mulheres-brigadistas-indigenas-pelo-CIR-iCS-divulgacao-16x12.jpeg.webp 16w, https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Comua-Formacao-de-mulheres-brigadistas-indigenas-pelo-CIR-iCS-divulgacao.jpeg 1280w\" data-sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 1024px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 1024\/768;\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em> Forma\u00e7\u00e3o de mulheres brigadistas ind\u00edgenas pelo CIR &#8211; iCS divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>E o financiamento tamb\u00e9m \u00e9 fundamental porque \u00e9 preciso escalar investimentos para garantir muitas das iniciativas de bioeconomia, de restaura\u00e7\u00e3o florestal, de agricultura regenerativa, inclusive a familiar. Por isso, criamos um programa chamado Nature Investment Lab, um laborat\u00f3rio para promover investimentos na natureza, envolvendo gestores de fundos, bancos, desenvolvedores de projeto, com mais de 200 atores que trabalham essa agenda sob diferentes pontos de vista, para discutir como destravar esses investimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, acho legal um trabalho \u00fanico que o iCS tem feito com popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas, um projeto bonito que apoiamos com o CIR, o Centro de Ind\u00edgenas de Roraima. Trata-se de um centro de sistema de gest\u00e3o, uma sala, onde ind\u00edgenas passam 24 horas identificando se a regi\u00e3o vai ter ou n\u00e3o possibilidade de sofrer um evento ambiental, em particular inc\u00eandios, podendo fazer previs\u00f5es at\u00e9 uma semana antes. E mulheres brigadistas ind\u00edgenas s\u00e3o acionadas para apagar o fogo. Ou seja, eles se tornaram parte da solu\u00e7\u00e3o, transformando-se numa grande pot\u00eancia de redu\u00e7\u00e3o e de preven\u00e7\u00e3o de inc\u00eandios.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que se projeta para os pr\u00f3ximos 10 anos do Instituto?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Vamos continuar acompanhando o Brasil. Temos claro que, cada vez mais, a agenda deve ser de implementa\u00e7\u00e3o integrada ao desenvolvimento econ\u00f4mico, e que o ecossistema precisa estar cada vez mais capacitado e pr\u00f3ximo da realidade do dia a dia das pessoas e da economia. Vamos seguir trabalhando para manter essa agenda no longo prazo e fix\u00e1-la como pol\u00edtica de estado, independentemente de governos, com institucionalidade e relev\u00e2ncia. Qualquer retrocesso implicar\u00e1 num custo muito alto para a sociedade e para a economia. Na agenda de adapta\u00e7\u00e3o haver\u00e1 muito mais trabalho, infelizmente. Mas a gente tamb\u00e9m acredita que a mitiga\u00e7\u00e3o e a implementa\u00e7\u00e3o est\u00e3o em todas as \u00e1reas que atuamos: uso da terra, energia, ind\u00fastria, fortalecimento de institui\u00e7\u00f5es, marcos regulat\u00f3rios, e as popula\u00e7\u00f5es e a sociedade continuar\u00e3o sendo prioridades para o iCS. Para n\u00f3s, a agenda do clima \u00e9 parte do nosso desenvolvimento, e uma oportunidade para o Brasil se posicionar como grande solu\u00e7\u00e3o, porque temos oportunidades que nenhum outro tem.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Instituto Clima e Sociedade completou dez anos de atua\u00e7\u00e3o em 2025, em um cen\u00e1rio bastante peculiar: a realiza\u00e7\u00e3o de uma Confer\u00eancia de Clima da ONU no Brasil, a COP30. <\/p>","protected":false},"author":6,"featured_media":11378,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[222,210,221],"class_list":["post-11353","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized","tag-cop30","tag-financiamento","tag-mudancas-climaticas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11353","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11353"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11353\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11378"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11353"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11353"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11353"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}