{"id":11247,"date":"2025-03-31T13:29:41","date_gmt":"2025-03-31T16:29:41","guid":{"rendered":"https:\/\/redecomua.org.br\/?p=11247"},"modified":"2025-03-31T16:04:43","modified_gmt":"2025-03-31T19:04:43","slug":"escuta-ousadia-e-transformacao-uma-conversa-exclusiva-com-monica-de-roure","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/en\/escuta-ousadia-e-transformacao-uma-conversa-exclusiva-com-monica-de-roure\/","title":{"rendered":"Escuta, ousadia e transforma\u00e7\u00e3o: uma conversa exclusiva com M\u00f4nica de Roure"},"content":{"rendered":"<p class=\"has-small-font-size\"><em>Foto: Divulga\u00e7\u00e3o \/ BrazilFoundation<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Com uma trajet\u00f3ria iniciada ainda nos anos 1980, em meio \u00e0 redemocratiza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, Monica de Roure \u00e9 uma refer\u00eancia quando o assunto \u00e9 filantropia estrat\u00e9gica, transforma\u00e7\u00e3o social e justi\u00e7a socioambiental. Doutora em Literatura Comparada, mestre em Historia Social da Cultura e atual vice-presidente e diretora de Rela\u00e7\u00f5es Institucionais da BrazilFoundation, ela traz uma trajet\u00f3ria marcada por escuta, ousadia e compromisso \u00e9tico com o bem comum.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em janeiro de 2025, a BrazilFoundation completou 25 anos, um marco que convida \u00e0 reflex\u00e3o sobre os caminhos trilhados e as possibilidades futuras no ecossistema filantr\u00f3pico. Nesta entrevista exclusiva \u00e0 Rede Comu\u00e1, Monica compartilha os principais legados da funda\u00e7\u00e3o, os aprendizados recentes e sua vis\u00e3o sobre uma filantropia mais ousada, descentralizada e estruturada na escuta ativa das organiza\u00e7\u00f5es em seus territ\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora como conselheira da Rede Comu\u00e1, M\u00f4nica refor\u00e7a sua aposta nas organiza\u00e7\u00f5es de base comunit\u00e1ria como motor da transforma\u00e7\u00e3o sist\u00eamica. Para ela, a Comu\u00e1 ocupa um lugar estrat\u00e9gico no fortalecimento de uma filantropia mais colaborativa, \u00e9tica e conectada com os territ\u00f3rios. \u00c9 justamente esse compromisso com a base que a motiva a contribuir, trazendo sua experi\u00eancia para potencializar o impacto social coletivo que a Rede se prop\u00f5e a construir.<\/p>\n\n\n\n<p>Good reading!<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Common Network<\/strong> &#8211; <strong>Voc\u00ea tem mais de duas d\u00e9cadas de atua\u00e7\u00e3o no setor social. O que te move e entusiasma neste trabalho?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>M\u00f4nica de Roure<\/strong> &#8211; Comecei a atuar no setor social na segunda metade da d\u00e9cada de 1980, em um momento de grande efervesc\u00eancia na hist\u00f3ria do Brasil, marcado pela transi\u00e7\u00e3o para a democracia e pela elabora\u00e7\u00e3o da nova Constitui\u00e7\u00e3o. Havia uma esperan\u00e7a coletiva, um forte compromisso com a justi\u00e7a social, e os movimentos sociais ganhavam for\u00e7a com pautas voltadas \u00e0 justi\u00e7a socioambiental. Esse contexto me marcou profundamente e moldou uma gera\u00e7\u00e3o inteira que passou a atuar nesse campo movida por uma paix\u00e3o genu\u00edna pela transforma\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n\n\n\n<p>O que me inspira desde ent\u00e3o \u2014 e continua me movendo \u2014 \u00e9 essa cren\u00e7a profunda de que precisamos construir uma sociedade menos desigual: do ponto de vista socioecon\u00f4mico, de g\u00eanero, de ra\u00e7a. Acredito que essa \u00e9 uma quest\u00e3o \u00e9tica essencial, que deve orientar tanto o nosso papel como indiv\u00edduos quanto a nossa atua\u00e7\u00e3o na esfera p\u00fablica. Precisamos de uma \u00e9tica p\u00fablica que se reflita nas atitudes individuais, em como nos relacionamos com o outro e com o coletivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso se torna ainda mais urgente no mundo de hoje, em que tantas pessoas parecem viver voltadas para si mesmas, com os olhos grudados em telas, alheias ao que acontece ao seu redor. A empatia, a escuta e a consci\u00eancia do outro s\u00e3o valores indispens\u00e1veis para qualquer transforma\u00e7\u00e3o. E \u00e9 justamente esse compromisso \u00e9tico e apaixonado com o bem comum que continua me motivando nesse trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Common Network<\/strong> &#8211; <strong>Como voc\u00ea v\u00ea sua chegada no Conselho da Rede Comu\u00e1? O que espera construir coletivamente a partir da sua atua\u00e7\u00e3o na Rede?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>M\u00f4nica de Roure &#8211; <\/strong> Agrade\u00e7o muito pela oportunidade de contribuir de forma mais estrat\u00e9gica com a Rede Comu\u00e1. Vejo esse espa\u00e7o como essencial para a colabora\u00e7\u00e3o no setor, formado por organiza\u00e7\u00f5es genuinamente altru\u00edstas, comprometidas com a transforma\u00e7\u00e3o social a partir da base.<\/p>\n\n\n\n<p>O que mais me inspira na Rede Comu\u00e1 \u00e9 o foco nas organiza\u00e7\u00f5es sociais de base comunit\u00e1ria \u2014 aquelas que est\u00e3o mais pr\u00f3ximas das realidades e das demandas das popula\u00e7\u00f5es a que atendem, e que compreendem profundamente os territ\u00f3rios em que atuam. Acredito que \u00e9 nesse n\u00edvel que a mudan\u00e7a social sist\u00eamica realmente come\u00e7a. Sem entender o tecido social no qual essas organiza\u00e7\u00f5es operam, n\u00e3o seremos capazes de promover transforma\u00e7\u00f5es duradouras. A mudan\u00e7a n\u00e3o acontece de cima para baixo, e \u00e9 justamente por ignorarmos isso que, em tantos aspectos, ainda caminhamos lentamente nos indicadores socioecon\u00f4micos, raciais e de g\u00eanero no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-text-align-left has-medium-font-size\"><strong>A Rede Comu\u00e1 cumpre um papel estrat\u00e9gico na filantropia contempor\u00e2nea e, por isso, me sinto motivada a colaborar. Se puder contribuir com meu conhecimento para o fortalecimento de sua estrutura de opera\u00e7\u00e3o, acredito que estarei ajudando a potencializar o impacto social sist\u00eamico que tanto buscamos no Brasil.<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rede Comu\u00e1 &#8211;  A BrazilFoundation completou 25 anos agora em janeiro. Na sua vis\u00e3o, qual \u00e9 o maior legado que a funda\u00e7\u00e3o deixa at\u00e9 o momento?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>M\u00f4nica de Roure<\/strong> &#8211; Eu dividiria o legado da <strong>Brazil<\/strong>Foundation em duas fases.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No in\u00edcio, a BrazilFoundation se preocupou em interiorizar as suas doa\u00e7\u00f5es, momento no qual buscamos sair dos grandes eixos de investimento internacional que predominavam no in\u00edcio dos anos 2000. Passamos a apoiar organiza\u00e7\u00f5es localizadas no interior do Brasil, especialmente aquelas de pequeno porte, onde mesmo um investimento modesto poderia gerar um impacto significativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, fomos uma das primeiras organiza\u00e7\u00f5es a compreender que, ao apoiar iniciativas fora dos grandes centros e com menor estrutura, era fundamental oferecer tamb\u00e9m apoio ao fortalecimento institucional. Assim nasceu um dos pilares metodol\u00f3gicos da BrazilFoundation: a promo\u00e7\u00e3o cont\u00ednua de <em>capacity building<\/em> para as organiza\u00e7\u00f5es apoiadas. Essa estrat\u00e9gia nos permitiu ver muitas dessas organiza\u00e7\u00f5es se consolidarem, seguirem ativas at\u00e9 hoje e, inclusive, originarem outras iniciativas complementares.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>A segunda fase do legado iniciou logo ap\u00f3s a pandemia, quando a equipe se reuniu para um novo planejamento estrat\u00e9gico e tomou decis\u00f5es importantes. Embora j\u00e1 pratic\u00e1ssemos uma filantropia horizontal, buscamos aprofund\u00e1-la por meio de a\u00e7\u00f5es concretas: triplicamos o valor m\u00e9dio das doa\u00e7\u00f5es e estendemos o per\u00edodo de apoio de um para dois anos, com base em uma filantropia centrada na confian\u00e7a. Isso significou dialogar de forma aberta com as organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil para entender, com precis\u00e3o, suas reais necessidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, passamos a estruturar nossa atua\u00e7\u00e3o em quatro \u00e1reas consideradas fundamentais para o fortalecimento do setor social e o desenvolvimento socioecon\u00f4mico do pa\u00eds: Equidade de G\u00eanero, Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas, Empreendedorismo Negro e Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Common Network<\/strong> &#8211; <strong>Como a BrazilFoundation tem integrado as pautas clim\u00e1ticas \u00e0s agendas de justi\u00e7a socioambiental?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>M\u00f4nica de Roure<\/strong> &#8211;  Na BrazilFoundation, a pauta clim\u00e1tica est\u00e1 intrinsecamente ligada \u00e0 agenda de justi\u00e7a socioambiental. Isso porque n\u00e3o enxergamos as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas de forma isolada ou restrita a um \u00fanico bioma. Acreditamos que \u00e9 fundamental apoiar todos os biomas brasileiros \u2014 n\u00e3o apenas a Amaz\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<p>Os recentes desastres clim\u00e1ticos refor\u00e7am essa vis\u00e3o. As enchentes no Rio Grande do Sul, seguidas pelas queimadas no Pantanal, na Mata Atl\u00e2ntica e no Cerrado, demonstram que os impactos clim\u00e1ticos afetam todo o territ\u00f3rio nacional, inclusive grandes centros urbanos como S\u00e3o Paulo. Isso evidencia a urg\u00eancia de uma atua\u00e7\u00e3o abrangente e integrada.<\/p>\n\n\n\n<p>Temos tamb\u00e9m o compromisso de apoiar organiza\u00e7\u00f5es sociais que atuam diretamente na linha de frente dessas emerg\u00eancias ambientais. S\u00e3o essas organiza\u00e7\u00f5es que enfrentam os efeitos mais severos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e que possuem o conhecimento necess\u00e1rio para responder de maneira eficaz \u00e0s necessidades de suas comunidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo dos 25 anos da BrazilFoundation, nossa experi\u00eancia com a diversidade e capilaridade do territ\u00f3rio brasileiro nos proporcionou uma compreens\u00e3o profunda sobre onde e como investir. Nosso foco est\u00e1 no fortalecimento de comunidades origin\u00e1rias, da agricultura familiar e de todas as que j\u00e1 vivem, cotidianamente, os impactos dos eventos clim\u00e1ticos extremos no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rede Comu\u00e1 &#8211;  Em seus textos, voc\u00ea fala sobre a urg\u00eancia de uma filantropia mais ousada. O que isso significa na pr\u00e1tica?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>M\u00f4nica de Roure<\/strong> &#8211; Na minha concep\u00e7\u00e3o \u2014 e fa\u00e7o quest\u00e3o de dizer que \u00e9 uma vis\u00e3o pessoal \u2014 precisamos assumir mais riscos quando investimos socialmente. Isso significa apoiar organiza\u00e7\u00f5es ainda n\u00e3o estruturadas, oferecendo as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para que se fortale\u00e7am e respondam melhor \u00e0s demandas das comunidades onde atuam.<\/p>\n\n\n\n<p>Defendo uma filantropia mais dial\u00f3gica, que parte da escuta ativa: \u00e9 fundamental sentar com as organiza\u00e7\u00f5es, entender suas prioridades, como elas se sustentam e quais s\u00e3o suas reais necessidades de infraestrutura operacional. S\u00f3 assim poderemos contribuir, de fato, para o fortalecimento do setor social e promover mudan\u00e7as sist\u00eamicas e duradouras.<\/p>\n\n\n\n<p>Estamos diante de um grande desafio: temos deixado popula\u00e7\u00f5es inteiras \u00e0 margem, sem acesso a sistemas de apoio e assist\u00eancia. Precisamos reintegrar essas realidades \u00e0 sociedade e isso s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel por meio de um di\u00e1logo efetivo com as lideran\u00e7as que pensam o setor social \u2014 construindo, junto com elas, um modelo de investimento proativo.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;\u00c9 preciso que o investimento social se capilarize e alcance a diversidade de realidades e problem\u00e1ticas sociais e ambientais do pa\u00eds. Isso \u00e9 o que entendo como uma filantropia ousada \u2014 e sei que n\u00e3o \u00e9 um caminho simples.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-medium-font-size\" style=\"padding-top:0;padding-right:0;padding-bottom:0;padding-left:0\"><strong>Lembro de uma conversa, h\u00e1 alguns anos, com o presidente da The Boston Foundation. Em tom de provoca\u00e7\u00e3o, ele me disse algo que nunca esqueci: <em>\u201cQuem realmente quer mudan\u00e7a social sist\u00eamica?\u201d<\/em>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Common Network<\/strong> &#8211; <strong>Na sua opini\u00e3o, como a filantropia<em> mainstream\/<\/em>convencional pode se tornar mais estrat\u00e9gica e menos reativa diante dos desafios sociais? &nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>M\u00f4nica de Roure<\/strong> &#8211; A filantropia <em>mainstream<\/em> tem, sim, potencial para se tornar mais estrat\u00e9gica \u2014 e j\u00e1 vemos movimentos nesse sentido em algumas organiza\u00e7\u00f5es. No entanto, \u00e9 importante reconhecer que a filantropia <em>mainstream<\/em> se expressa em diferentes dimens\u00f5es. No caso das fam\u00edlias, por exemplo, h\u00e1 aquelas que j\u00e1 v\u00eam adotando abordagens mais estrat\u00e9gicas, enquanto outras ainda mant\u00eam pr\u00e1ticas mais assistencialistas. Essas, por sua vez, est\u00e3o sendo desafiadas pelas novas gera\u00e7\u00f5es, que demandam uma atua\u00e7\u00e3o social mais transformadora e conectada com os desafios contempor\u00e2neos.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as funda\u00e7\u00f5es e institutos empresariais, tamb\u00e9m observamos avan\u00e7os. Algumas dessas organiza\u00e7\u00f5es j\u00e1 v\u00eam refletindo sobre como compartilhar os resultados de seus investimentos sociais de forma aut\u00f4noma, sem que estejam necessariamente vinculados \u00e0s a\u00e7\u00f5es de responsabilidade social corporativa. Essa distin\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental: o investimento social privado deve ter um prop\u00f3sito pr\u00f3prio, voltado ao impacto social, e n\u00e3o estar limitado ao fortalecimento da marca ou ao cumprimento de exig\u00eancias empresariais.<\/p>\n\n\n\n<p>Por muito tempo no Brasil, houve uma confus\u00e3o entre investimento social e responsabilidade corporativa, o que restringiu o potencial transformador da filantropia empresarial. Hoje, essa discuss\u00e3o tem evolu\u00eddo, especialmente diante do risco de que pr\u00e1ticas mal alinhadas com os princ\u00edpios da transforma\u00e7\u00e3o social sejam percebidas como <em>social washing<\/em> ou <em>greenwashing<\/em> \u2014 o que pode ser extremamente prejudicial \u00e0 reputa\u00e7\u00e3o de marcas e institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Acredito que h\u00e1 espa\u00e7o e abertura para di\u00e1logo. \u00c9 essencial promover uma maior conson\u00e2ncia entre organiza\u00e7\u00f5es que j\u00e1 atuam diretamente na base e aquelas que ainda n\u00e3o est\u00e3o habituadas a esse contato. Somente ao apoiar a ponta \u2014 as organiza\u00e7\u00f5es e comunidades que vivem os desafios diariamente \u2014 \u00e9 que a filantropia mainstream poder\u00e1 realmente fazer a diferen\u00e7a.<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em entrevista \u00e0 Rede Comu\u00e1, M\u00f4nica de Roure fala sobre sua chegada ao Conselho, o papel estrat\u00e9gico da Comu\u00e1 e os desafios de construir uma filantropia mais ousada e conectada com os territ\u00f3rios<\/p>","protected":false},"author":6,"featured_media":11248,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[77],"tags":[202],"class_list":["post-11247","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brazilfoundation","tag-entrevista"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11247","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11247"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11247\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11248"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11247"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11247"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11247"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}