{"id":11079,"date":"2025-02-14T17:15:21","date_gmt":"2025-02-14T20:15:21","guid":{"rendered":"https:\/\/redecomua.org.br\/?p=11079"},"modified":"2025-02-14T17:18:34","modified_gmt":"2025-02-14T20:18:34","slug":"creatividad-y-resistencia-reflexoes-a-partir-do-intercambio-entre-comua-comunalia-e-territoria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/en\/creatividad-y-resistencia-reflexoes-a-partir-do-intercambio-entre-comua-comunalia-e-territoria\/","title":{"rendered":"Creatividad y resistencia: Reflex\u00f5es a partir do interc\u00e2mbio entre Comu\u00e1, Comunalia e TerritoriA"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Por Yasmin Morais*<\/strong><\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Na edi\u00e7\u00e3o de 2025 do Grammy, Esperanza Spalding sentou \u00e0 mesa com um cartaz em protesto, com a frase \u201cthis living legend should be seated here\u201d acompanhada de uma foto da lenda viva a que se referia, Milton Nascimento. Milton foi convidado para acompanhar a cerim\u00f4nia, por\u00e9m n\u00e3o p\u00f4de se sentar nas mesas no andar principal, onde ficam os indicados e convidados de destaque, mesmo com a participa\u00e7\u00e3o dele no \u00e1lbum \u201cMilton + Esperanza\u201d, indicado \u00e0 categoria \u201cmelhor \u00e1lbum vocal de jazz\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em paralelo, no campo da filantropia e da justi\u00e7a social, estamos digerindo a not\u00edcia da vez: os cortes no financiamento estadunidense para iniciativas no Sul Global por meio de ag\u00eancias de ajuda humanit\u00e1ria. Na verdade, esses cortes fazem parte de um movimento maior de redu\u00e7\u00e3o do financiamento para agendas de justi\u00e7a socioambiental e direitos humanos. Historicamente, h\u00e1 pouco apoio a esses temas, especialmente no Sul global. A Pesquisa Trust Gap (2019), da Human Rights Funders Network, por exemplo, aponta que apenas 12% dos recursos destinados aos direitos humanos da filantropia, oriundos do Norte Global, chegam para o Sul e Leste Globais. As not\u00edcias atuais advindas das elei\u00e7\u00f5es estadunidenses s\u00e3o, portanto, uma tend\u00eancia j\u00e1 observada amplamente, e tamb\u00e9m um desafio que se aprofunda para a sociedade civil organizada no Sul global.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"615\" src=\"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2025\/02\/Section-2-Sankey-Modified-1536x923-1-1024x615.jpg.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-11081\" srcset=\"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2025\/02\/Section-2-Sankey-Modified-1536x923-1-1024x615.jpg.webp 1024w, https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2025\/02\/Section-2-Sankey-Modified-1536x923-1-300x180.jpg.webp 300w, https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2025\/02\/Section-2-Sankey-Modified-1536x923-1-768x462.jpg.webp 768w, https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2025\/02\/Section-2-Sankey-Modified-1536x923-1-18x12.jpg.webp 18w, https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Section-2-Sankey-Modified-1536x923-1.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagem: Gr\u00e1fico ilustrando a disparidade na distribui\u00e7\u00e3o de recursos para direitos humanos para diferentes regi\u00f5es do mundo. Fonte: HRFN (2019)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Curiosamente (e n\u00e3o por coincid\u00eancia), a representa\u00e7\u00e3o norte-americana e europeia em premia\u00e7\u00f5es como o Grammy historicamente \u00e9 significativamente maior do que a participa\u00e7\u00e3o de artistas do Sul. Isso se d\u00e1 por fatores estruturais diversos. Sem me aprofundar muito nesses motivos e reconhecendo a sua complexidade, me permito refletir: O que aconteceria se todos os artistas latinos e do Sul Global que merecem reconhecimento pela sua contribui\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente art\u00edstica, mas pol\u00edtica, se sentassem frente \u00e0s c\u00e2meras do Grammy?<strong> E se invert\u00eassemos as porcentagens de recursos destinados \u00e0s diferentes regi\u00f5es?<\/strong> N\u00e3o \u00e9 simples prever esses cen\u00e1rios, mas meus desejos ut\u00f3picos antecipam uma repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica: ter\u00edamos democracias fortalecidas, minorias pol\u00edticas profundamente representadas, desigualdades reduzidas e, principalmente, din\u00e2micas de poder globais alteradas por narrativas contra-coloniais.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, a realidade aponta para um movimento contr\u00e1rio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esse contexto nos chama para reflex\u00f5es importantes sobre o papel das filantropias nacionais e internacionais. Seguiremos insistindo para entrar nas listas de prioridades do Norte, para sentar em suas mesas, ganhar os seus pr\u00eamios, receber seu apoio? Ou voltaremos nossos olhares e desejos ao que j\u00e1 temos constru\u00eddo historicamente, confiando nas experi\u00eancias que j\u00e1 acumulamos?<\/p>\n\n\n\n<p>Essas perguntas me acompanharam do Brasil ao M\u00e9xico, onde estive nos \u00faltimos dias para realizar um interc\u00e2mbio de aprendizados com duas outras redes de filantropia comunit\u00e1ria latino-americanas: Comunalia, do M\u00e9xico, e TerritoriA, da Col\u00f4mbia. N\u00f3s tr\u00eas nos encontramos no M\u00e9xico com apoio da Connecting Communities in the Americas (CCA) e tivemos dias bonitos de trocas sobre nossos aprendizados e reflex\u00f5es coletivas frente ao contexto pol\u00edtico em que vivemos. Esse encontro foi uma oportunidade valiosa de relembrar e reafirmar o que carregamos em nossas veias latinas: resist\u00eancia e criatividade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" data-src=\"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2025\/02\/0d971df5-5f9b-4598-bcad-6c25aad70608-1024x768.jpg.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-11082 lazyload\" data-srcset=\"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2025\/02\/0d971df5-5f9b-4598-bcad-6c25aad70608-1024x768.jpg.webp 1024w, https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2025\/02\/0d971df5-5f9b-4598-bcad-6c25aad70608-300x225.jpg.webp 300w, https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2025\/02\/0d971df5-5f9b-4598-bcad-6c25aad70608-768x576.jpg.webp 768w, https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2025\/02\/0d971df5-5f9b-4598-bcad-6c25aad70608-1536x1152.jpg.webp 1536w, https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2025\/02\/0d971df5-5f9b-4598-bcad-6c25aad70608-2048x1536.jpg.webp 2048w, https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2025\/02\/0d971df5-5f9b-4598-bcad-6c25aad70608-16x12.jpg.webp 16w\" data-sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 1024px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 1024\/768;\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: pessoas integrantes das equipes das tr\u00eas organiza\u00e7\u00f5es reunidas na Cidade do M\u00e9xico.<br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Com membros diversos e espalhados por todo M\u00e9xico, Comunalia me relembrou a ess\u00eancia da filantropia comunit\u00e1ria. Em um estudo que fez ano passado, essa rede quantificou (de maneira estimada) o valor das doa\u00e7\u00f5es financeiras e n\u00e3o-financeiras feitas pelas pr\u00f3prias comunidades apoiadas por seus membros e as comparou com doa\u00e7\u00f5es recebidas nacional e internacionalmente. O resultado foi interessante de observar: a maior fatia dos recursos totais veio da pr\u00f3pria comunidade, ou seja, aquilo que muitos financiadores costumam chamar de \u201cfundos perdidos\u201d s\u00e3o, na verdade, <em>fundos multiplicadores<\/em>, que servem para alavancar os ativos e recursos que as comunidades j\u00e1 possuem. <strong>A ess\u00eancia da filantropia comunit\u00e1ria \u00e9 esta: encontrar formas criativas de alavancar o poder que j\u00e1 existe nas comunidades.<\/strong> Com isso, TerritoriA contribuiu com uma provoca\u00e7\u00e3o importante: estamos no momento de responder ao individualismo com coletividade e colabora\u00e7\u00e3o. Isso significa seguir construindo redes, nos fortalecendo, valorizando o que sabemos e os recursos que temos.&nbsp;<br><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" data-src=\"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-05-at-17.42.19-768x1024.jpeg.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-11083 lazyload\" data-srcset=\"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-05-at-17.42.19-768x1024.jpeg.webp 768w, https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-05-at-17.42.19-225x300.jpeg.webp 225w, https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-05-at-17.42.19-1152x1536.jpeg.webp 1152w, https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-05-at-17.42.19-9x12.jpeg.webp 9w, https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-05-at-17.42.19.jpeg 1200w\" data-sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 768px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 768\/1024;\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Visita a uma organiza\u00e7\u00e3o apoiada pela Fundaci\u00f3n Comunit\u00e1ria Malinalco.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>No entanto, nossa sobreviv\u00eancia tamb\u00e9m est\u00e1 condicionada a boas condi\u00e7\u00f5es de trabalho e de vida. Por isso, \u00e9 n\u00edtido que precisamos de mais recursos financeiros. Este, portanto, tamb\u00e9m \u00e9 um convite para nossos aliados, especialmente \u00e0 filantropia nacional e do Sul global. <strong>Temos riquezas, mas elas precisam ser distribu\u00eddas de forma que coloquem em pr\u00e1tica o nosso discurso: de maneira descentralizada, com confian\u00e7a, flexibilidade, em parceria.<\/strong> A <a href=\"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/en\/filantropia-comunitaria-no-brasil\/\">publica\u00e7\u00e3o <\/a>lan\u00e7ada recentemente pela Rede Comu\u00e1, \u201cFilantropia Comunit\u00e1ria no Brasil: princ\u00edpios, pr\u00e1ticas e experi\u00eancias\u201d aponta para alguns caminhos poss\u00edveis. Entre eles, o apoio a iniciativas j\u00e1 presentes por meio de parcerias com fundos da filantropia independente, \u201cfomentando seu desenvolvimento institucional ou a cria\u00e7\u00e3o de linhas de apoio espec\u00edficas\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Este \u00e9 o momento de unirmos esfor\u00e7os de maneira propositiva, sem deixar que a falta de convites para premia\u00e7\u00f5es importantes (para o Norte) nos paralise e nos impe\u00e7a de seguir. Aos financiadores e parceiros internacionais, o convite tamb\u00e9m segue de p\u00e9: unir for\u00e7as para mudar o cen\u00e1rio de acesso a recursos financeiros a n\u00edvel local, nacional e internacional, de forma a alavancar as lutas e conquistas que j\u00e1 t\u00eam lugar hist\u00f3rico na atua\u00e7\u00e3o das comunidades.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No interc\u00e2mbio, tamb\u00e9m tive a oportunidade de visitar duas organiza\u00e7\u00f5es membro de Comunalia: Fundaci\u00f3n Merc\u00e9d Quer\u00e9taro e Fundaci\u00f3n Comunit\u00e1ria Malinalco. Apesar de diferentes, ambas trabalham fomentando redes locais e criando estrat\u00e9gias criativas para mobilizar recursos em seus territ\u00f3rios. Em trocas com Fundaci\u00f3n Merc\u00e9d, sua equipe enfatizou, a partir da sistematiza\u00e7\u00e3o de seus aprendizados sobre o fomento de redes locais, que as redes s\u00e3o instrumento importante para incid\u00eancia pol\u00edtica e capacita\u00e7\u00e3o das organiza\u00e7\u00f5es apoiadas. Em trocas com a Fundaci\u00f3n Comunit\u00e1ria Malinalco sobre resili\u00eancia e adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica, me surpreendeu a diferen\u00e7a imensa que tem feito o seu trabalho no combate e na preven\u00e7\u00e3o de inc\u00eandios florestais em seu territ\u00f3rio, que teve uma redu\u00e7\u00e3o de 320 a cerca de 20 inc\u00eandios por ano, gra\u00e7as ao apoio \u00e0s brigadas volunt\u00e1rias e outros grupos da sociedade civil. Essa hist\u00f3ria se relaciona com v\u00e1rias Solu\u00e7\u00f5es Clim\u00e1ticas Locais lideradas pelos membros da Rede Comu\u00e1, as quais pude compartilhar com parceiros ao longo da viagem. Essas solu\u00e7\u00f5es t\u00eam algo importante em comum: elas partem dos saberes e pr\u00e1ticas das pr\u00f3prias comunidades. N\u00e3o s\u00e3o solu\u00e7\u00f5es abstratas e te\u00f3ricas, mas pr\u00e1ticas e hist\u00f3ricas. S\u00e3o solu\u00e7\u00f5es <a href=\"https:\/\/casa.org.br\/ousar-e-transformar-a-escala-do-apoio-direto-as-comunidades\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">poss\u00edveis e escal\u00e1veis<\/a>, como coloca Cris Orpheu, diretora-executiva do Fundo Casa Socioambiental.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" data-src=\"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-05-at-17.42.20-1024x768.jpeg.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-11085 lazyload\" data-srcset=\"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-05-at-17.42.20-1024x768.jpeg.webp 1024w, https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-05-at-17.42.20-300x225.jpeg.webp 300w, https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-05-at-17.42.20-768x576.jpeg.webp 768w, https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-05-at-17.42.20-1536x1152.jpeg.webp 1536w, https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-05-at-17.42.20-16x12.jpeg.webp 16w, https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-05-at-17.42.20.jpeg 1600w\" data-sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 1024px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 1024\/768;\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Visita a uma organiza\u00e7\u00e3o apoiada pela Fundaci\u00f3n Comunit\u00e1ria Malinalco.<br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>No interc\u00e2mbio, tamb\u00e9m visitei organiza\u00e7\u00f5es apoiadas pelas funda\u00e7\u00f5es mencionadas acima. Em uma delas, aprendi sobre os ciclos de plantio e colheita. Um poema (imagem abaixo) estampado no local onde a equipe da Fundaci\u00f3n Comunitaria Malinalco atualmente trabalha me ensinou: <strong>uma colheita se d\u00e1 pela jun\u00e7\u00e3o entre o que a terra tem e a forma como a cultivamos<\/strong>. A terra traz nutrientes e fertilidade, mas a colheita tamb\u00e9m depende de luz, \u00e1gua e cuidado. J\u00e1 temos terra f\u00e9rtil, mas precisamos de um cultivo constante, paciente e generoso para gerar frutos que sustentem a nossa nutri\u00e7\u00e3o f\u00edsica e social.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" data-src=\"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2025\/02\/IMG_1990-768x1024.jpg.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-11086 lazyload\" data-srcset=\"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2025\/02\/IMG_1990-768x1024.jpg.webp 768w, https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2025\/02\/IMG_1990-225x300.jpg.webp 225w, https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2025\/02\/IMG_1990-1152x1536.jpg.webp 1152w, https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2025\/02\/IMG_1990-1536x2048.jpg.webp 1536w, https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2025\/02\/IMG_1990-9x12.jpg.webp 9w, https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2025\/02\/IMG_1990-scaled.jpg.webp 1920w\" data-sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 768px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 768\/1024;\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Ad-Libitum C\u00e9nix C. Callejo. Foto tirada no local de trabalho da Fundaci\u00f3n Comunit\u00e1ria Malinalco<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Digo isso para enfatizar: <strong>nossa resili\u00eancia e criatividade podem nos levar a criar novos modelos de financiamento, em que o que vem de fora sirva para multiplicar o que j\u00e1 existe dentro, e em que din\u00e2micas de poder se alterem a partir de n\u00f3s mesmos.<\/strong> Para ecoar Elizaphan Ogechi, diretor-executivo da Nguzo Africa, \u201cprecisamos de modelos que valorizem parcerias equitativas, que enfatizem a solidariedade e facilitem a autodetermina\u00e7\u00e3o das comunidades e do planeta\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>\u201cEu queria ser feliz<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Invento o mar<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Invento em mim o sonhador<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Para quem quer me seguir<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Eu quero mais<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Tenho o caminho do que sempre quis<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>E um Saveiro pronto pra partir<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Invento o cais<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>E sei a vez de me lan\u00e7ar\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">(Milton Nascimento \/ Ronaldo Bastos)<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>__________________<br>\u00b9 Em portugu\u00eas, \u201cesta lenda viva deveria estar sentada aqui\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>*<\/strong>Yasmin Morais \u00e9 graduada em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais pela University of Boston\/Universidade Anhembi Morumbi e mestre em Poder, Participa\u00e7\u00e3o e Mudan\u00e7a Social pelo Institute of Development Studies. Atualmente, \u00e9 Assessora de Programas na Rede Comu\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Imagem de capa: Por <em>Chis. e Chiapas em San Cristobal de las Casas, Mexico de Meg Pier <\/em>(@peopleareculture) dispon\u00edvel no Unsplash.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Yasmin Morais*. Na edi\u00e7\u00e3o de 2025 do Grammy, Esperanza Spalding sentou \u00e0 mesa com um cartaz em protesto, com a frase \u201cthis living legend should be seated here\u201d acompanhada de uma foto da lenda viva a que se referia, Milton Nascimento. 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