{"id":11073,"date":"2025-02-07T19:08:18","date_gmt":"2025-02-07T22:08:18","guid":{"rendered":"https:\/\/redecomua.org.br\/?p=11073"},"modified":"2025-02-07T19:08:21","modified_gmt":"2025-02-07T22:08:21","slug":"a-pandemia-provocou-uma-redefinicao-da-dinamica-entre-financiador-e-beneficiario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wordpress-wyy8bhlsif5v8gukfr0yhxue.studio.tikovolpe.com.br\/en\/a-pandemia-provocou-uma-redefinicao-da-dinamica-entre-financiador-e-beneficiario\/","title":{"rendered":"A pandemia provocou uma redefini\u00e7\u00e3o da din\u00e2mica entre financiador e benefici\u00e1rio?"},"content":{"rendered":"<p><em>Solidarity Foundation*<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por tempo demais, a intera\u00e7\u00e3o entre financiadores e benefici\u00e1rios ficou reduzida a pouco mais que uma troca transacional. O dinheiro flui para um lado, os resultados fluem para o outro e os cronogramas s\u00e3o tra\u00e7ados com uma rigidez inabal\u00e1vel. Esse modelo obsoleto est\u00e1 sendo cada vez mais questionado. As organiza\u00e7\u00f5es de base comunit\u00e1ria (OBCs) e as ONGs do Sul est\u00e3o pressionando por uma mudan\u00e7a de paradigma no sentido de uma abordagem mais hol\u00edstica, que englobe o apoio n\u00e3o monet\u00e1rio e, principalmente, o financiamento flex\u00edvel e irrestrito. (Alguns exemplos disso s\u00e3o o movimento&nbsp;<a href=\"https:\/\/globalfundcommunityfoundations.org\/what-we-stand-for\/shiftthepower\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">#SshiftThePower<\/a>&nbsp;and the&nbsp;<a href=\"https:\/\/rightscolab.org\/ringo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Projeto RINGO<\/a>).&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quando a pandemia da COVID-19 ocorreu, ela dizimou os sistemas de sa\u00fade e as economias, ceifou vidas e comprometeu a renda de milh\u00f5es de pessoas. Al\u00e9m disso, ela for\u00e7ou um ajuste de contas h\u00e1 muito esperado na \u00e1rea da filantropia. De repente, financiadores e benefici\u00e1rios se viram navegando em um cen\u00e1rio implac\u00e1vel em que as hierarquias tradicionais e os protocolos r\u00edgidos n\u00e3o eram apenas inadequados \u2013 funcionavam como obst\u00e1culos. Esse evento catacl\u00edsmico for\u00e7ou uma reavalia\u00e7\u00e3o das din\u00e2micas de poder, gerando discuss\u00f5es sobre o objetivo real e a efic\u00e1cia das pr\u00e1ticas de financiamento.<\/p>\n\n\n\n<p>No turbilh\u00e3o da crise, as comunidades marginalizadas enfrentaram uma situa\u00e7\u00e3o catastr\u00f3fica e as falhas do sistema foram implacavelmente expostas. Nessas circunst\u00e2ncias, os financiadores teriam que se mexer, e r\u00e1pido. A partir do nosso estudo,\u00a0&#8220;<a href=\"https:\/\/globalfundcommunityfoundations.org\/resources\/resourcing-social-movements-how-do-we-shift-the-power\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Recursos para os movimentos sociais:<\/a><a href=\"https:\/\/www.solidarityfoundation.in\/post\/resourcing-social-movements-how-do-we-shift-the-power\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> <\/a><a href=\"https:\/\/globalfundcommunityfoundations.org\/resources\/resourcing-social-movements-how-do-we-shift-the-power\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Como transferir o poder?<\/a><a href=\"https:\/\/www.solidarityfoundation.in\/post\/resourcing-social-movements-how-do-we-shift-the-power\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> &#8220;<\/a>\u00a0(realizado como uma contribui\u00e7\u00e3o ao movimento\u00a0<a href=\"https:\/\/shiftthepower.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">#SshiftThePower<\/a>) observamos que, em meio a toda a calamidade do momento, alguns financiadores conseguiram se libertar de seus antigos paradigmas, adotando com louvor a flexibilidade e o apoio direto. Isso foi mais do que apenas uma resposta \u00e0 crise; foi o in\u00edcio de uma transforma\u00e7\u00e3o, mostrando como a filantropia poderia &#8211; e deveria &#8211; atuar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cUma das coisas que a filantropia fez muito rapidamente foi se mobilizar durante a crise. Havia um verdadeiro senso de urg\u00eancia e isso fez com que as pessoas rompessem com as suas hierarquias tradicionais de tomada de decis\u00f5es e entrassem em a\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou Vidya Shah, Presidente Executivo da Edelgive Foundation em uma <a href=\"https:\/\/idronline.org\/article\/philanthropy-csr\/reflections-philanthropy-in-india-during-covid-19\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">entrevista<\/a> com colegas da India Development Review.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Flexibilidade e velocidade&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O luxo de atrasos burocr\u00e1ticos ou condi\u00e7\u00f5es de concess\u00e3o inflex\u00edveis constitu\u00eda um obst\u00e1culo para a resposta r\u00e1pida que a situa\u00e7\u00e3o exigia, e os financiadores entenderam isso. No que representou uma mudan\u00e7a not\u00e1vel, eles come\u00e7aram a ouvir seus benefici\u00e1rios, reconhecendo que uma abordagem de cima para baixo n\u00e3o era apenas ultrapassada, mas tamb\u00e9m perigosa.<\/p>\n\n\n\n<p>O car\u00e1ter de urg\u00eancia da pandemia resultou em um esp\u00edrito de colabora\u00e7\u00e3o sem precedentes. Os financiadores e benefici\u00e1rios come\u00e7aram a operar na base da confian\u00e7a m\u00fatua e objetivos compartilhados. Essa n\u00e3o foi apenas uma hist\u00f3ria bonita de uni\u00e3o em tempos de crise &#8211; foi um desmantelamento da abordagem de cima para baixo que h\u00e1 muito dominava a filantropia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cEssa n\u00e3o foi apenas uma hist\u00f3ria bonita de uni\u00e3o em tempos de crise &#8211; foi um desmantelamento da abordagem de cima para baixo que h\u00e1 muito dominava a filantropia.\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Seguiu-se a isso um apoio multifacetado: desembolsos de recursos mais r\u00e1pidos, prazos de projetos mais flex\u00edveis e redirecionamento de recursos para a assist\u00eancia imediata e despesas organizacionais b\u00e1sicas. Foi um reconhecimento coletivo de que a sobreviv\u00eancia das organiza\u00e7\u00f5es de impacto social era t\u00e3o crucial quanto os projetos que elas executavam. N\u00e3o se tratava apenas de caridade, mas de solidariedade. Tratava-se de sobreviv\u00eancia. Tratava-se de compreender a interconex\u00e3o entre as pessoas. Tratava-se de um futuro compartilhado.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o mundo em turbul\u00eancia, os financiadores finalmente reconheceram que expectativas r\u00edgidas eram insustent\u00e1veis. Eles deram aos benefici\u00e1rios a liberdade de inovar e se adaptar \u00e0s circunst\u00e2ncias, que mudavam rapidamente, provando que a flexibilidade produziria respostas mais eficazes. A disposi\u00e7\u00e3o de redirecionar os recursos para cobrir as despesas b\u00e1sicas foi um divisor de \u00e1guas, refletindo uma compreens\u00e3o mais profunda das interdepend\u00eancias existentes no ecossistema de impacto social.<\/p>\n\n\n\n<p>Os participantes do estudo indicaram ainda que os recursos flex\u00edveis t\u00eam se mostrado os mais ben\u00e9ficos, permitindo que as organiza\u00e7\u00f5es definam e atinjam as suas prioridades de acordo com as suas pr\u00f3prias necessidades e as necessidades das comunidades atendidas.<\/p>\n\n\n\n<p>As Organiza\u00e7\u00f5es N\u00e3o Governamentais Internacionais (ONGIs) que participaram do estudo #ShiftThePower reconheceram a urg\u00eancia da situa\u00e7\u00e3o e se mostraram ansiosas em apoiar seus benefici\u00e1rios. Um participante declarou: \u201cAcho que, basicamente, abrimos os nossos recursos. Essencialmente, informamos a eles que poderiam usar os recursos para qualquer coisa que as normas da FCRA permitissem. Essa foi a primeira coisa que fizemos para todos os nossos parceiros benefici\u00e1rios. Dissemos: &#8216;usem como acharem melhor, quaisquer que sejam as propostas&#8217;\u201d. A FCRA \u00e9 a Lei de Regulamenta\u00e7\u00e3o de Contribui\u00e7\u00f5es Estrangeiras (Foreign Contributions Regulations Act), uma lei indiana que regulamenta a entrada de recursos de ajuda internacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Sarah Cotton Nelson, Diretora de Filantropia da Communities Foundation of Texas, observou que a sua funda\u00e7\u00e3o conseguiu liberar doa\u00e7\u00f5es dentro de duas semanas, em vez do prazo normal de tr\u00eas a seis meses.<\/p>\n\n\n\n<p>A pandemia tamb\u00e9m obrigou alguns financiadores a pensar de forma diferente. Ap\u00f3s a pandemia, novas iniciativas de financiamento, como o <a href=\"https:\/\/edelgive-growfund.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">GROW Fund<\/a>, <a href=\"https:\/\/rebuildindiafund.org\/en\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">o Rebuild India Fund<\/a> and the <a href=\"https:\/\/www.bridgespan.org\/our-global-reach\/pay-what-it-takes-india-initiative\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pay-What-It-Takes Initiative<\/a>, refletem uma mudan\u00e7a no sentido do financiamento progressivo e irrestrito e \u00e0 capacita\u00e7\u00e3o, marcando um afastamento dos modelos tradicionais e refor\u00e7ando o apoio sustentado e hol\u00edstico.<\/p>\n\n\n\n<p>O crowdfunding, um fen\u00f4meno relativamente novo na \u00cdndia, surgiu como uma t\u00e1bua de salva\u00e7\u00e3o fundamental, uma vez que as vias tradicionais de financiamento se tornaram escassas. Pessoas f\u00edsicas, grupos e pequenas organiza\u00e7\u00f5es se uniram para apoiar os mais necessitados, aproveitando as redes pessoais e as redes sociais para captar recursos. O aumento do crowdfunding representou uma revolu\u00e7\u00e3o popular na capta\u00e7\u00e3o de recursos, democratizando o fluxo de ajuda de uma forma que a filantropia tradicional nunca havia alcan\u00e7ado. As novas iniciativas foram, de certa forma, uma resposta \u00e0s falhas existentes nos mecanismos de filantropia existentes. Por\u00e9m, isso levanta a quest\u00e3o: o \u00f4nus da constru\u00e7\u00e3o da infraestrutura comunit\u00e1ria deve recair inteiramente sobre as comunidades? Podemos responsabilizar as institui\u00e7\u00f5es estatais pela constru\u00e7\u00e3o de uma base s\u00f3lida no \u00e2mbito dos bens e servi\u00e7os p\u00fablicos?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201c[O apoio geral] rompe as cadeias que prendem as organiza\u00e7\u00f5es sem fins lucrativos a um financiamento limitado e espec\u00edfico para um projeto, capacitando-as a realizar seu trabalho com clareza e confian\u00e7a.\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os entrevistados para o estudo apontaram que os recursos flex\u00edveis t\u00eam se mostrado os mais ben\u00e9ficos, permitindo que as organiza\u00e7\u00f5es definam e alcancem as suas prioridades de acordo com suas pr\u00f3prias necessidades e as necessidades das comunidades atendidas. Uma das OBCs participantes afirmou que \u201co apoio geral \u00e9 mais importante que o apoio a projetos espec\u00edficos\u201d. Ele rompe as cadeias que prendem as organiza\u00e7\u00f5es sem fins lucrativos a um financiamento limitado e espec\u00edfico para um projeto, capacitando-as a realizar seu trabalho com clareza e a confian\u00e7a de que as suas necessidades institucionais ser\u00e3o finalmente atendidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os entrevistados para o estudo apontaram ainda que alguns financiadores criaram fundos espec\u00edficos para apoiar os esfor\u00e7os de recupera\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a pandemia, enquanto outros conseguiram integrar benefici\u00e1rios que normalmente n\u00e3o seriam obrigados a apoiar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 interessante observar que a pandemia tamb\u00e9m fez com que financiadores que antes se esquivavam do trabalho de justi\u00e7a social se tornassem mais receptivos a financiar essas \u00e1reas cr\u00edticas. Com a crise, passou a ser imposs\u00edvel ignorar as desigualdades sist\u00eamicas que as organiza\u00e7\u00f5es de justi\u00e7a social enfrentam. Al\u00e9m disso, o aumento dos fundos coletivos indicou uma disposi\u00e7\u00e3o entre os financiadores a colaborar mais estreitamente, combinando recursos para produzir maior impacto.<\/p>\n\n\n\n<p>Maya Winkelstein, CEO da <a href=\"https:\/\/openroadalliance.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Open Road Alliance<\/a>, sugere que os filantropos considerem a possibilidade de integrar o financiamento emergencial \u00e0s dota\u00e7\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias regulares. A inevitabilidade de crises futuras significa que devemos nos preparar, ressalta ela.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Riscos e desafios&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em meio a tudo isso, ocorreram mudan\u00e7as regulat\u00f3rias, principalmente a altera\u00e7\u00e3o das regras da FCRA (2020). Essas mudan\u00e7as, especialmente a limita\u00e7\u00e3o da subven\u00e7\u00e3o, minaram os esfor\u00e7os de colabora\u00e7\u00e3o de ONGs maiores com organiza\u00e7\u00f5es de base. O limite de 20% para cobrir despesas administrativas prejudicou ainda mais a capacidade das ONGs de desenvolver capacidades e sustentar suas opera\u00e7\u00f5es, ressaltando a natureza muitas vezes punitiva dos ambientes regulat\u00f3rios sobre as pr\u00f3prias organiza\u00e7\u00f5es que se esfor\u00e7am para promover mudan\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma ONGI observou que \u201cantes da pandemia, era fundamental visitar os parceiros benefici\u00e1rios, ver o trabalho deles e conhec\u00ea-los pessoalmente, porque achamos que isso muda a din\u00e2mica&#8230; isso parou e dificultou muito a preserva\u00e7\u00e3o de alguns relacionamentos\u201d. \u00c9 importante ressaltar que a din\u00e2mica constru\u00edda entre financiadores e benefici\u00e1rios atrav\u00e9s de trocas cont\u00ednuas, que permitia que esses \u00faltimos aproveitassem benef\u00edcios como doa\u00e7\u00f5es ilimitadas, passou a correr risco por conta da ruptura do relacionamento durante a pandemia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cIsso ressalta o perigo da filantropia influenciada pelo pensamento de grupo, em que a mentalidade de rebanho assume o controle e os financiadores n\u00e3o param para avaliar criticamente as melhores op\u00e7\u00f5es para a comunidade no longo prazo. Com tantos recursos em jogo, eles tendem a gravitar para as organiza\u00e7\u00f5es e causas que lhes s\u00e3o familiares.\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Muitas organiza\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias se viram sobrecarregadas durante a pandemia. No auge da pandemia da COVID-19, o mar de disparidades entre o setor com fins lucrativos e o setor de desenvolvimento era evidente. As organiza\u00e7\u00f5es menores que trabalhavam na linha de frente para alcan\u00e7ar os \u201cn\u00e3o-alcan\u00e7ados\u201d enfrentaram enormes desafios em termos de log\u00edstica, apoio financeiro e meios organizacionais para tentar atender \u00e0s necessidades dessas comunidades. Mesmo enquanto se esfor\u00e7avam para fornecer alimentos, coordenar o atendimento m\u00e9dico e promover a conscientiza\u00e7\u00e3o, as suas pr\u00f3prias vidas e meios de sustento estavam em risco. A falta de apoio para cobrir as despesas administrativas obrigou a tomada de decis\u00f5es dif\u00edceis sobre sustentabilidade e pessoal. Um entrevistado para o estudo afirmou: \u201cTivemos que dispensar muitas pessoas. Muitos bons funcion\u00e1rios, nossos colegas, foram embora porque n\u00e3o pod\u00edamos mant\u00ea-los, n\u00e3o pod\u00edamos pagar seus sal\u00e1rios em dia&#8230; t\u00ednhamos apenas um projeto em andamento.\u201d O trabalho \u00e1rduo dos trabalhadores comunit\u00e1rios inseridos no ecossistema das organiza\u00e7\u00f5es sem fins lucrativos muitas vezes passava despercebido e n\u00e3o era recompensado.<\/p>\n\n\n\n<p>Em muitos casos, esses foram pontos cegos e falhas dos \u00f3rg\u00e3os filantr\u00f3picos que se deixaram \u201clevar por narrativas majorit\u00e1rias\u201d que n\u00e3o priorizam a cria\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es. Isso ressalta o perigo da filantropia influenciada pelo pensamento de grupo, em que a mentalidade de rebanho assume o controle e os financiadores n\u00e3o param para avaliar criticamente as melhores op\u00e7\u00f5es para a comunidade no longo prazo. Com tantos recursos em jogo, eles tendem a gravitar para as organiza\u00e7\u00f5es e causas que lhes s\u00e3o familiares. Favorecendo um ciclo em que os recursos beneficiam desproporcionalmente alguns poucos escolhidos que partilham das ideologias dos doadores.<\/p>\n\n\n\n<p>*<em>*Esse texto integra uma s\u00e9rie de quatro artigos, de autoria conjunta da equipe da <\/em><a href=\"https:\/\/www.solidarityfoundation.in\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Solidarity Foundation<\/em><\/a><em>,&nbsp;na \u00cdndia, elaborados a partir de conclus\u00f5es do estudo&nbsp;<\/em><a href=\"https:\/\/globalfundcommunityfoundations.org\/resources\/resourcing-social-movements-how-do-we-shift-the-power\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Recursos para os movimentos sociais:<\/em><\/a><em> <\/em><a href=\"https:\/\/globalfundcommunityfoundations.org\/resources\/resourcing-social-movements-how-do-we-shift-the-power\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Como transferir o poder?<\/em><\/a><em>&nbsp;, realizado em 2024.<\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Solidarity Foundation* Por tempo demais, a intera\u00e7\u00e3o entre financiadores e benefici\u00e1rios ficou reduzida a pouco mais que uma troca transacional. 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